É VERDADI CUMPADI!

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Agora tamo em rede, mas com o pé no chão.
Toda semana ocê vai encontrar aqui as feição de nosso arquivo e as prosa desse nosso imenso vale caipira.
Lugar que tem muita coisa boa pra escafunchá.
Tudo em vorta de um fogão de lenha, com as gostosuras que nossa gente faz.
Tem ainda os parpites pra passeá, mostrano as lindura da natureza procê se espriguiçar no finar da sumana.
João Rural - Diretor
Bananal

Coordenadas Geográficas:
Latitude: 22º 41’ 15” S Longitude: 44º 18’ 45” W

Localização:
Serra da Bocaina no extremo Leste do Estado de São Paulo - Vale Histórico
Extensão Territorial: 618,7 km
Altitude: 560 metros, chegando a 1.900 metros na Serra da Bocaina.
Habitantes: 10.138
Hidrografia: Rio Bananal, Bocaina, Carioca, Do Turvo, Manso e Pirapitinga.
Limites: Arapeí, São José do Barreiro, em São Paulo
e Barra Mansa, Resende, Rio Claro e Angra dos Reis no Rio de Janeiro.
Distâncias:
São Paulo - 316 km
Rio de Janeiro - 164 km
São J. do Barreiro - 47 km
Arapeí - 17 km
Barra Mansa - 27 km
São J. dos Campos - 247 km
Temperatura:
Entre 14° C e 27° C
Clima: Tropical

Solar Luciano José de Almeida, atual Hotel Brasil
Recuperando a história
A retirada do ouro em Minas Gerais provocou o nascimento de várias trilhas em direção ao litoral. Os primeiros povoadores do lugar foram em volta de um dos pousos de tropeiros no século XVII.
Em 1645, aparece como pertencente a Vila de Taubaté. Em 1651 passa a ser controlada por Guaratinguetá e em 1788, por Lorena. Nesta época, com a construção do Caminho Novo, ligando São Paulo ao Rio de Janeiro, o local ganhou destaque. Foi quando o Capitão-Mór de Guaratinguetá, Manoel da Silva Reis, manda abrir o caminho e destina a sesmaria de Bananal a João Barbosa de Camargo e sua mulher. Em 1783 o casal ergue uma capela em homenagem a São Bom Jesus e, em sua volta, ergue-se o povoado de Bananal. Em 1816 passa a ser comandada pela Vila de São Miguel das Areias. Passa a categoria de Vila em 10 de julho de 1832 e em 3 de abril de 1849 torna-se cidade. O nome vem de “Banani” que significa “sinuoso”, em referência ao rio que passa por ali, segundo o historiador João Mendes de Almeida.
O núcleo viveu durante anos da cultura de subsistência e atendendo aos viajantes. Com o romper do século XIX, o café chegou na região provocando um crescimento rápido. O lucro fez com que os proprietários construíssem grandes fazendas e casas de fim de semana na cidade. O dinheiro era empregado também na compra de mais escravos para a lavoura de café. Em 1836 a cidade era a segunda maior produtora de café do estado de São Paulo.
Nesta época, os “barões do café” formavam a elite do Império. Com seu dinheiro depositado nos bancos de Londres, chegaram a avalizar empréstimos feitos pelo Brasil para enfrentar a Guerra do Paraguai. Financiaram a construção da Estrada de Ferro Ramal Bananalense, que passava pelas fazendas mais ricas e ia até Barra Mansa. Trouxeram uma estação de ferro da Bélgica e montaram em Bananal, estando no local até hoje. A moeda que servia de passagem do trem virou moeda corrente na cidade, sendo aceita em qualquer negócio.
A queda na produção do café, foi o princípio da decadência da cidade que, com a libertação dos escravos em 1888, ficou a mercê dos poucos trabalhadores. Pastagens foram feitas para a criação de gado, mas não conseguiu reviver a opulência do café, com a região caindo em esquecimento. Por volta de 1950, com a construção da Rodovia Presidente Dutra, a situação ficou pior.
Atualmente Bananal procura salvar as últimas relíquias arquitetônicas para que sirvam ao turismo histórico e ecológico. Várias fazendas e prédios urbanos já estão se adequando para isso.
O Solar Comendador Valim está sendo recuperado aos poucos. Em seu interior foram encontradas pinturas de José Maria Villaronga. O artista fez obras nas fazendas Rialto e Resgate e no Teatro Santa Cecília. Trabalhou como construtor na Igreja Matriz, onde deixou algumas obras.
Villaronga era catalão e naturalizou-se brasileiro em 1868, trabalhando em várias cidades.
Pouso da história
Andar pelas ruas de Bananal, nos dias de hoje, pode se tornar na verdade, uma viagem ao passado de história e pujança econômica.
É só imaginar quem estava debruçado em um das janelas dos casarões, quase ser atropelado por uma carruagem das senhorinhas, entrar na fila pra pegar água no chafariz, ser empurrado pelo cidadão que corria pra não perder o trem, ou mesmo ter que abrir caminho para a passagem de mais uma tropa cargueira que se dirigia para o Rio de Janeiro. Quase tropeçar num carrinho de doces na esquina, ainda é verdade. Pois está lá todos os dias um doceiro oferecendo os seus deliciosos quitutes.
Bananal ainda respira com saudade este tempo em que centenas de pessoas transitavam por ali, passeando, negociando, politicando ou mesmo buscando remédio na centenária “Pharmacia Popular”, que hoje é um museu único no Brasil.
Vários prédios deste tempo áureo ainda estão em pé, muitos deles em restauração, tornando-se ponto obrigatório de visitação. E, adentrando por suas imensas escadarias, não se pode deixar de imaginar as grandes festas, bailes, recepções e apresentações de artistas chegados da Europa. Mais alguns passos pelos imensos salões e chega-se a cozinha, onde a lembrança fica por conta dos aromas das delícias preparadas pelas negras cozinheiras. Sabores que enchiam de alegria os comensais da época.
Solar Comendador Aguiar Valim - O imponente prédio neoclássico foi construído em 1855 pela família Aguiar Valim, contando com obras do pintor José Maria Villaronga. Durante muitos anos seus nobres salões recebiam autoridades e artistas que passavam pela região. Com a queda do café, em 1911 passou a funcionar como Grupo Escolar. O prédio que também funcionou como prefeitura, foi tombado pelo Condephaat em 1976 e está em restauração completa.
Igreja S. Bom Jesus - Construída em 1811, em estilo colonial, mas com simplicidade. Possui dez imagens entalhadas em em madeira, dentre eles São Luciano, São Manoel, São Francisco e São José. Tem dois altares laterais dedicados a Santa Rita de Cássia e a São Luiz de Gonzaga. Atualmente está sendo restaurada para recuperar a pintura original. Algumas obras do pintor Villaronga já foram recuperados e voltarão para a igreja. Pça Central. Tel. (12) 3116-5153.
Igreja N. Senhora do Rosário - Com data incerta de construção tem documentos datados do século XIX. Além do altar em devoção a N.S. do Rosário tem altares de São Benedito e Santa Luzia.
Igreja de N. Senhora da Boa Morte - Reformada várias vezes e até reconstruída uma vez, o primeiro prédio era datado do século XIX. Fica no topo de um morro, mas não é aberta ao público.
Igreja São José do Retiro (cemitério) - Construção do século XIX, com desenhos em sua parte interna. Atrás tem restos de túmulos dos negros e muros de adobe. Estrada da Bocaina, km 4. Fica fechada.
Santa Casa e cemitério - Foi construída em 1851, cujo prédio está passando por reformas. Ao fundo do hospital existe ainda um cemitério onde foram enterrados os barões, viscondes e os nobres da cidade. Em seu interior existe a capela e vários túmulos ricamente decorados com obras de arte feitas em mármore. Av. Bom Jesus, 93.
Estação de Trem - Foi inaugurada em 1 de janeiro de 1889, tendo 200m² e 2.000 placas metálicas amolfadadas trazidas da Bélgica. Sofreu reformas depois de 2.000, transformando-se em centro de cultura e dependências da prefeitura.
Em 1881 foi autorizada a construção da Estrada de Ferro Bananalense, em 1883 funcionou o primeiro trecho Saudade/Rialto. A construção ficou parada até 1887, quando o comendador José de Aguiar Valim comprou a empresa e depois vendeu para Domingos Moitinho, proprietário das fazendas Resgate e Três Barras. Em 1888 o tráfego foi estabelecido e no final do ano chegou em Bananal. Tempos depois pasou para a E.F. Central do Brasil e em 1964 foi definitivamente desativada. Ao lado está recuperada a locomotiva 302, que veio para a cidade em 1990.
Chafariz - A necessidade de abastecimento de água para população, bem como saciar a sede dos viajantes, fez com que a Câmara Municipal aprovasse a construção de um chafariz, que foi inaugurado em 1 de janeiro de 1880. É totalmente de ferro, fornecido pela Fundição Central de Alegria & Cia, tendo o formato de coluna e com elementos barrocos.
Rua do Fogo - É a Rua Presidente Washington Luiz, onde ficava a fábrica de fogos dos chineses. Como sempre havia as explosões, ganhou o nome.
Sobrado - É datado de 1811 e tombado pelo Condephaat. Além das portas e janelas coloniais tem uma estilo mourisco, de onde as senhorinhas observavam o desfile dos moços na praça em frente. Rua Luiz Valiante, 169.
Sobrados Rua Manoel de Aguiar Valim - Prédios com características neoclássicas, todos construídos em meados do século XIX. Observe os prédios de nºs 318 e 324 que formam um dos mais importantes conjuntos arquitetônicos da cidade.
Hotel Brasil - Os sobrados da praça Pedro Ramos foram construídos em meados do século XIX, formando um conjunto importante.
O Hotel Brasil foi construído pelo comendador Luciano José de Almeida, em 1847. Tem 13 janelas e um portão largo, por onde entravam as tropas e as carruagens para chegar até o inteiror da construção. Em 1930 foi comprado pelo inglês Robert Passing, transformando-o no Hotel Brasil, que continua até hoje. Pça Pedro Ramos, 45.
Teatro Santa Cecília - Construído em 1918, foi teatro e cinema. Foi reformado em 1959 e 1999 e hoje funciona o Centro de Cultura e Turismo. Rua Manoel de Aguiar Valim, 38.
Cemitérios contam histórias
A arte e a história de Bananal também podem ser conhecidas nos cemitérios. O mais antigo é o que fica atrás da Igreja de São José do Retiro, na Estrada da Bocaina. No local ainda restam alguns túmulos e os muros construídos em adobe.
Na cidade, o Cemitério do Alto, que ainda tem diversos túmulos construídos em pedra, há mais de 150 anos.
Atrás da Santa Casa está o cemitério mais importante, devido a ser o local onde foram enterrados vários barões do café. A vida abastada propriciou a construção de diversos túmulos com obras de arte em pedra de mármore.
Pharmacia Popular- Foi inaugurada em 1830, pelo boticário francês Tourin Domingos Monsier, com o nome de Pharmacia Imperial. Com a Proclamação da República, em 1889, os republicanos aconselharam a mudança do nome. Passou por diversos proprietários até chegar às mãos de Ernani Graça, pai do atual proprietário Plínio Graça que conserva vidros de remédios, balança, caixa registradora e outros equipamentos.
A moeda dos barões
A necessidade de cobrir folha de pagamento das fazendas e também atender o público nas estações de trem fez com que a cidade tivesse sua própria moeda. O comendador Domingos Moitinho mandou cunhar as moedas que foram aceitas até no Rio de Janeiro. Elas circularam entre o final do século XIX até 1918.
Fazenda Resgate
Os barões se foram
Sair pelas estradinhas rurais é viajar no passado das imensas plantações de café, onde cada fazenda histórica lembra esse tempo. Algumas se transformaram em hotéis e outras em museus com mobiliários e peças da época.
Fazenda Bom Retiro - Em estilo neoclássico, foi erguida por Antonio Barbosa da Silva por volta de 1815. Depois da morte do fundador foi herdada pelo filho “Barbosinha”. Com sua morte, o inventário indicava que tinha 30.100 pés de café, 10 toneladas de café colhido e 58 escravos. Foi adquirida pelo Barão Aguiar Valim, que depois vendeu para João Chiesse. Atualmente a casa teve reformas e mantém as características preservadas do belo sobrado do século XIX. Detalhe para uma porta maior, que permitia a entrada das carruagens ao pátio interno da casa. Fica na Estrada Bela Vista, 3km.
Fazenda Casa Grande (Formiga) - Foi construída no final do século XVIII, por José de Aguiar Toledo, que chegou na cidade em 1765, vindo da Ilha Terceira dos Açores. Chegou a produzir anil e cana-de-açúcar, mas foi a primeira a aderir ao plantio do café, no município. Começou produzindo mudas e chegou a grande produtora. Em sua história passou por vários proprietários sendo atualmente administrada por herdeiros de Luiz José de Almeida. A casa original da fazenda foi erguida sobre uma muralha de pedra de seus terreiros primitivos de café. Foi restaurada, mantendo as características originais para funcionar um hotel e um restaurante. Estrada da Bocaina, km 1.
Fazenda Resgate - Presume-se que foi construída por volta de 1818. Ganhou este nome devido ao seu proprietário comprar negros resgatados pelas tribos africanas. Foi um dos importantes núcleos econômicos da cidade, pertencendo inicialmente ao brigadeiro Inácio Gabriel Monteiro de Barros e depois por José de Aguiar Toledo e herdada por Manoel de Aguiar Valim. Atualmente pertence ao comandante Carlos Pereira da Silva Braga. Seu interior guarda a arquitetura e decoração da época, com capela, pinturas de Villaronga e azulejos chineses. Tem capela original e até o cravo que pertencia a Marquesa de Santos. É um museu particular e só pode ser visitada com permissão especial e monitorada. Rodovia Bananal-Barra Mansa, Km 323. Tel. (21) 2203-2428.
Fazenda Bela Vista - Construída por José de Aguiar Toledo, foi herdada por seu filho Francisco de Aguiar Valim, em 1838. Atualmente pertence ao Sr. Edmundo Bittencourt.
Fazenda Boa Vista - A majestosa casa de Antonio de Sá Carvalho levou mais de cem anos para ser construída. Começou em 1713 e terminou em 1840 e, neste período, passou para Antonio Rodrigues Pinto que deixou como herança para sua filha Ana Maria. Por muito tempo teve produção de anil e açúcar, mas foi o café que converteu o local como uma das fazendas importantes da região. Conserva ainda sua arquitetura, decoração interna, móveis e equipamentos, recebendo visitação todos os dias. Tem no local hotel com toda a infraestrutura para receber turistas. É usada sempre como cenário de filmes, novelas e especiais de tv.
Fazenda 3 Barras - Datada do início do século XIX, não se conhecendo detalhes de sua fundação. Hospedou D. Pedro I, em 1822 e, depois, Juscelino Kubitschek, quando presidente da República. Conserva ainda os traços do passado e funciona como hotel.
Fazenda Independência
Com o fato da proclamação da Independência, os proprietários deram o nome a esta fazenda. Foi importante no ciclo do café, passando a fazer parte da Fazenda Resgate. Restaurada, conserva ambientes da época, sendo transformada em hotel fazenda, com atrativos diversos. Rodovia Álvaro Brasil Filho, km 329. Tel. (12) 3116-1110.
Histórias da Loanda e dos Coqueiros
Fazenda Loanda- O primeiro prédio foi construído em 1790. O atual prédio em estilo colonial com toque néo-clássico, foi edificado em 1850, pelo Major José Ramos Nogueira, sargento mór da Imperial Guarda de Honra de D. Pedro I, Cavaleiro da Ordem de Cristo, nascido em Resende, em 1787 e casado com Domiciana Leopoldina da Conceição. Ali nasceu seu filho Pedro Ramos Nogueira, "Barão de Joatinga" por decreto de 28 de março de 1877. Pedro Ramos Nogueira viveu com sua familia na Fazenda Loanda, onde cresceram seus filhos e onde veio a falecer. O atual proprietário está, há dez anos, restaurando o prédio, que tem 1.500 m2 de construção, bem como o mobiliário. Pretende abrir para visitação pública e pesquisadores. Estrada dos Tropeiros, km 328.
Fazenda dos Coqueiros- O prédio, datado de 1855, foi construído pelo Major Cândido Ribeiro Barbosa e Joaquina Maria de Jesus. Consta que o Major era considerado o 6º homem mais alto do mundo. Na decadência do café chegou a ser leiloada para pagamento de dívidas. Conserva a senzala da casa, banheiros antigos, moinho de pedra e até mesmo um poço, que depois de enchido de água, virava uma câmara de tortura dos negros, que eram amarrados de cabeça pra baixo. Tem ainda pequeno museu para visitação. Os atuais proprietários Antonio Augusto e Elizabeth atendem turistas com monitoração e hora marcada. Serve refeições com reserva e tem 2 chalés. Estrada dos Tropeiros, km 309 - Tel. (12) 3116-1358
Local de tortura de negros, na Fazenda dos Coqueiros
Tropeiros do novo século
Viver como um tropeiro do século XXI, relembrando as aventuras de homens rudes pelas estreitas trilhas que cortavam o sertão em direção ao litoral. É isso o que se pode viver, e até muito mais, para quem se aventura a subir a Serra da Bocaina.
Outrora, local de passagem das riquezas do Brasil em lombos de burros e mulas ou esconderijo de escravos fugidos, hoje se torna cenário de turismo ecológico e de aventura, recebendo até visitantes internacionais.
Vários caminhos levam ao alto, mas a principal é a conhecida Estrada da Bocaina, de onde se tem um deslumbrante visual do vale do Bananal e, depois, da Serra da Bocaina, com suas matas intocáveis, cachoeiras de águas geladíssimas, aves e peixes. Pela qualidade das águas geladas, o lugar ganhou a maior criação de truta da América Latina, chegando até a exportar a produção.
Para quem quer se aventurar ainda mais, parte dali os caminhos que levam à antiga Trilha do Ouro, com trechos ainda calçados em pedras. Para se aventurar pela serra é aconselhável estar em veículos 4x4, moto ou bicicleta e estar acompanhado de guias especializados das pousadas ou da Ecotur.
Parte dessas belezas estão no Parque Nacional da Bocaina, sendo administradas atualmente pelo Instituto Chico Mendes, com sede em São José do Barreiro.
Cachoeira da Usina- Tem cerca de 150 m de queda d´água e fica na Fazenda Cachoeira. Estrada da Bocaina, km 12.
Cachoeira do Mimoso- Tem cerca de 70 metros de queda d´água e fica no Rio Mimoso. De difícil acesso, por trilha partindo da Fazenda Mimoso. Estrada da Bocaina, km 36.
Cachoeira dos Pilões- Tem três quedas e fica no Rio Paca, no km 27 da Estrada da Bocaina.
Cachoeira Sete Quedas- Com sete saltos, forma uma cachoeira com extensão de 350 metros. Fica no Rio do Braço, dentro da Estação Ecológica da Serra da Bocaina, podendo ser visitada somente a sexta queda.
Cachoeira do Bracuí - Fica no Rio Paca Grande, com 5 saltos de 150 metros de extensão. De difícil acesso por trilha a partir da Estrada da Bocaina, km 33.
Balneário Recanto da Cachoeira - Localizado em meio a mata no Rio Turvo, tem local para banhos, quiosque para churrasco, bar, campo de futebol e redes. Estrada do Rio Turvo, km 6. Tel. (12) 2116-5527.
Balneário Ranchos Vale da Bocaina - Localizado no Rio Bananal, tem quiosques para churrasco, campo de futebol, bar e vários lagos para banho. Estrada da Bocaina, km 8. Tel. (12) 3116-1006/3116-1128.
Pedra do Frade- Com 1.750 metros de altura, oferece vista panorâmica do mar na região de Angra dos Reis. Acesso difícil aconselhado somente com guias. A partir da Estrada da Bocaina, km 33, nas Pousadas do Rio Mimoso e Brejal que organizam passeios.
Estação Ecológica de Bananal- Está entre 1.200 e 1.900 metros de altitude em 884 hectares, destinados à pesquisa científica. Recebe turistas e grupos com reservas antecipadas de pelo menos três dias. Fica ali a Cachoeira Sete Quedas. Abre das 7h às 16h. Estrada da Bocaina, km 15 + 10 km de estrada de terra. É aconselhável veículo 4x4.
Trutário Aqua - Em 1968 chegou ao Brasil o imigrante japonês Kiyoshi Koike e foi comandar a implantação da maior criação de trutas da América Latina: a Acqua, localiza na Serra da Bocaina. A primeira desova comercial no Brasil acabou acontecendo em Campos do Jordão, em 1969. O visitante pode pescar e comprar trutas frescas. (Veja essa opção, pois o local estava em reformas quando do fechamento redacional deste guia). Confirme entrada e pesca no local.
Estrada do Ariró: caminho do café
O que hoje chamam de Trilha do Ouro na verdade é a Estrada do Ariró, construída por volta de 1830, por Domingos Gomes Jardim, conforme documentos das Câmaras Municipais de Bananal e Rezende. A estrada ia desta cidade até Angra dos Reis, onde existe ainda um bairro de nome Ariró.
Vários trechos estão perdidos em meio a mata, mas um trecho de 1.500 metros está totalmente conservado dentro da Estação Ecológica de Bananal.
Conforme documentos, a estrada foi construída para o transporte de café, mas algumas informações dizem que serviu, antes do calçamento, para o transporte de ouro.
Este trecho pode ser visitado, apesar de 10 km de estrada de terra, subindo a quase 2 mil metros de altitude sendo aconselhável o uso de veículos 4 x 4.
O trutário Acqua é o maior da América Latina
Arte no barbante
Na época em que Arapeí era um distrito de Bananal, um empresário resolveu fazer uma fábrica de barbante. Aos poucos as mulheres do distrito descobriam uma nova atividade e começaram a usar o barbante para fazer algumas peças de decoração, optando pelos trabalhos em crochê, com o barbante ao natural. Em 1966, a D. Laurinha começou a usar o barbante em seus crochês e ensinou outras mulheres de Bananal este ofício. Não demorou muito e o artesanto em crochê virou marca da cidade.
A arte cresceu e a peças ganharam melhor acabamento e até cores. Atualmente muitas lojas vendem os produtos, mas basta ir para as vilas e perguntar um pouco que aparece muitas artesãs fazendo belas peças. A cidade tem ainda artesanato em bambu e madeira.
Casa do Artesão - Venda de artesanatos, doces, trabalhos manuais, pinturas e crochê em barbante. Abre todos os dias. Pça Rubião Junior, 97 - Solar Aguiar Valim. Tel. (12) 3116-1602.
Artesanato Fio Natural - Crochê em barbante, cortinas, tapetes. Praça Rubião Junior, 97. Tel. (12) 3116-1400.
Arte em Família - Artesanato em geral com vários motivos, incluindo o crochê de barbante. Praça Pedro Ramos, 287 - loja 2. Tel. (12) 3116-5087.
Daniela Arte em Biscuit - Artesanato em madeira, vidro, telhas, pintura em tecido e decorativos. Rua Manoel de Aguiar, 41. Tel. (12) 9763-8392.
Art Nativa - Crochê em barbante com vários tipos de peças. Praça Pedro Ramos, 75B. jobemoraes@hotmail.com
Loja da Hercília - Uma das mais antigas lojas da cidade a vender o crochê em barbante com peças decorativas de cama e mesa. Rua Carlindo dos Santos Nogueira, 53. Tel. (12) 3116-5089. adriana_biscuit@hotmail.com
Boneco de Palha - Arte em retalhos, aulas e encomendas. Rua João Godóy de Macedo, 4. Tel. (12) 3116-1936.
Rancho Verde Móveis Ecológicos - Móveis rústicos feitos em Arapeí. Av. João de Godoy Macedo, 1.451 Tel. 3116-1500.
Nice do Crochê - Peças em crochê de barbante. Av. Bom Jesus, 200A. Tel. (12) 3116-5486.
Artesanato Laurinha Crochê - Peças diversas em crochê de barbante. Av. Bom Jesus, 116. Tel. (12) 3116-1312.
Edson Artesanato - Vende peças em bambu e taquara da artesã Valquíria. R. Comendador Ferreirinha, 81.
Artesanato Fio Natural - Crochê em barbante. Pça Rubião Junior, 263 . Tel. (12) 3116-1400.
Artesanato Santa Cecília- Peças em crochê de barbante e outros artesanatos. Travessa Carlinho Santos Nogueira, 53. Tel. (12) 3116-1090.
Luciene Roger - Colchas de lã coloridas, cachecol e bolsas. Av. João Godoy Macedo, 1521. Tel. (12) 3116-1062.
Antiga Locomotiva
Interior da Igreja Matriz
Estação ferroviária de 18/89, originaria da Bélgica.

 

 
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