Agora tamo em rede, mas com o pé no chão.
Toda semana ocê vai encontrar aqui as feição de nosso arquivo e as prosa desse nosso imenso vale caipira.
Lugar que tem muita coisa boa pra escafunchá.
Tudo em vorta de um fogão de lenha, com as gostosuras que nossa gente faz.
Tem ainda os parpites pra passeá, mostrano as lindura da natureza procê se espriguiçar
no finar da sumana.
Localização:
A cidade fica em uma ferradura formada pelas Serras do Mar, Bocaina e Quebra-Cangalha
Altitude: 900 a 1.500 m
Hidrografia: Paraitinga, Paraibuna, Jacuí, Peixe, Cedro, Jacuizinho, Jacuí-Mirim, Mirim, Encontro, Aparição
Extensão Territorial: 1.407,1 km²
Habitantes: 21.842
Limites: São Luís do Paraitinga, Guaratinguetá, Lorena, Silveiras, São José do Barreiro, Ubatuba, Areias e Paraty - RJ
Distâncias:
São Paulo - 218 km
Guaratinguetá - 45 km
Campos do Jordão - 115 km
Rio de Janeiro - 292 km
Paraty - 47 km
Temperatura:
Verão - entre 18° C e 25° C / Inverno - entre 2° C e 12° C
Clima: Seco e temperado
Boca do sertão
Foi por esse nome que Cunha ficou conhecida, nos séculos XVI e XVII, pelos aventureiros, que se arriscavam na região a caminho das Minas Gerais. Era por ali que passava o caminhos dos índios Guainás. E foi nessa posição, de porta de entrada, que o local se tornou parada obrigatória para descanso de tropas e tropeiros, que levavam mercadorias e traziam ouro.
Por volta de 1650, já era um pequeno agrupamento de casas e passou a ser conhecido como Facão. A passagem do ouro, no início do século XVI, trouxe progresso ao lugar. Mas a posição de Vila só foi alcançada em setembro de 1785. Em homenagem ao capitão general Francisco da Cunha Menezes, governador da Província de São Paulo, a nova Vila recebeu o nome de Nossa Senhora da Conceição de Cunha.
O caminho recebeu calçamento de pedra somente no século XIX, para facilitar o transporte do café, riqueza da época.
Em 1858, Cunha passou à categoria de cidade, chegando à comarca em 1883.
Então, veio a libertação dos escravos, em 1888, e a cultura do café entrou em declínio. Mas, não bastasse o declínio econômico, em 1932 Cunha tornou-se um dos principais palcos da Revolução Constitucionalista .
Chefes de família foram mortos, fazendas destruídas e um mártir, o lavrador Paulo Virgínio, se tornou símbolo dessa época. Ele foi torturado e executado pelos soldados do Governo Getúlio Vargas, os legalistas, por não dar informações sobre os constitucionalistas.
Sua lealdade à causa paulista foi imortalizada em um monumento construído às margens da estrada Cunha-Paraty.
Em 1948, o governo de São Paulo acatou uma solicitação da prefeitura da cidade e transformou o município em Estância Climática.
Título justificado por seu clima agradável e por abrigar trechos dos parques da Serra do Mar e da Bocaina.
Além disso, Cunha se destaca por um rico patrimônio cultural, festas religiosas, manifestações folclóricas e, nos últimos anos, a produção de cerâmica.
Cachoeira do Paraibuna
Terra das cachoeiras
Um dos municípios com maior concentração de água na região das nascentes, Cunha tem mais de cem cahoeiras e corredeiras, de vários níveis. Muitas delas estão em propriedade particular ou dentro do Parque Estadual da Serra do Mar, onde a entrada só é permitida com autorização antecipada. Mas oferece várias opções com entrada gratuita, porém sem garantia de segurança. Por isso, todo cuidado é pouco quando adentrar nessas águas, no verão, é claro, pois no inverno a água é geladíssima. As cachoeiras estão localizadas em trechos dos Rios Paraibuna, Paraitinga, Jacuí e Ribeirão do Monjolo.
O município tem ainda em suas terras a nascente do Rio Aparição, que depois se transforma em Rio Paraibuna, um dos principais afluentes do Rio Paraíba do Sul.
Cachoeira do Desterro
Tem queda d’água de 12 metros, ideal para o lazer de banhistas experientes. Pela Estrada do Monjolo, vá até o Km 11, entre a esquerda e siga por mais 1km.
Cachoeira do Pimenta
Tem grande queda d’água, sendo que no local existia a Usina Hidrelétrica da cidade. Com 90 metros de altura e três quedas, tem pequenos lagos para banho e conta com lanchonete e banheiros no final de semana. Estrada do Monjolo, km 13,5 .
Cachoeira do Mato Limpo
Queda d’água de mais de 20 metros, com local para banho. Estrada Cunha - Paraty, km 22.
Cachoeira do Mato Dentro
Queda d’água de mais de 20 metros, formando lago para banho. Fica no Bairro Campos Novos (33Km), com mais 2km de estrada de terra. Pergunte aos moradores o caminho.
Cachoeira do Jericó
Pequena queda com lago para banho - Estrada Cunha - Paraty, km 50,5 + 15km.
Cachoeira do Paraibuna
Queda d’água fortíssima. Tem lago para banho, mas com muitas pedras no fundo. Rod. Cunha- Paraty, km 65 + 10 km.
Cachoeira da Barra
Bairro da Barra - pode ser um dos pontos de visitação para quem gosta de conhecer a vida simples do povo e também se deliciar com um banho de água gelada, na piscina formada pela Cachoeira Grande. Depois procure a casa da D. Gorete que ela prepara um almoço caseiro, no fogão à lenha. O local ainda tem as farinheiras, que preparam o produto em monjolo.
Aventure-se na mata
Trilhas da Trilha do Ouro
A mais antiga operadora de trilhas em Cunha, faz a trilha do Veado, com 24 km, e a Mambucaba, com 18 km. Levam de 2 a 3 dias pela Trilha do Ouro, partindo de Campos Novos de Cunha. Faz Trekking, cavalgada, bike e rafting. Tel. (12) 3119-1205.
Trilhas no Parque
Várias trilhas e passeios, mas somente com agendamento prévio e guiadas.
Tel. (12) 3111-1818.
Trilha do Rio Bonito
Tem 7.600m, com grau médio.Trilha do Rio Paraibuna
Com percurso de 1.700m, grau fácil, auto guiada.
Trilha das Cachoeiras
Percurso de 14,4 km, sendo 6,8 no veículo do visitante, dificuldade média.
Trilhas da Eco-Ambiente
Receptivo e operadora em Cunha (12) 3111-2849.
Passeio Off-Road
Com 30 km pelo Núcleo Cunha, com cachoeiras, almoço na roça e visita à ceramista.
Passeio Off-Road Cachoeiras
Visitando as do Pimentas e Desterro, com parada para banho e lanche.
Roteiro Turismo Rural
Visita à criação de búfalos e cachoeiras.
Roteiro Calçada do Ouro
Percurso de 1 dia, a combinar.
Roteiro Bocaina-Paraitinga
A combinar para grupos.
A riqueza em parques
Criado em 1977, o Parque Estadual da Serra do Mar, com mais de 300 mil hectares, está dividido em vários núcleos. Cunha está dentro do Núcleo Cunha, com uma extensão de 6.500 hectares. Passam por ele os rios Paraibuna e Bonito. As matas são primárias e em regeneração com madeiras nobres brasileiras e animais como onça, capivara, paca, etc. Dentro deste espaço está localizado também a Estação Hidrológica.
O núcleo Cunha foi premiado com lindas cachoeiras. Os visitantes também podem fazer uma das trilhas sozinhos, mas as mais longas precisam de monitoramento agendado.
O Parque Nacional da Serra da Bocaina é outro presente da natureza à Cunha. Abragendo os estados do Rio de Janeiro e São Paulo, cerca de 4,5 % dos 100 mil hectares do Parque estão no município. A visitação ao Parque deve ser agendada com antecedência, principalmente no caso de querer aventurar-se pelas trilhas.
Aqui começa o Paraibuna
O Rio Paraibuna, um dos principais afluentes do Paraíba do Sul, tem sua primeira nascente no Bairro da Aparição. Lá, em 2001 uma comissão técnica, formada por orgãos governamentais estaduais e municipais, sob o comando do Movimento Nascentes do Paraíba, demarcou o local, identificando duas nascentes, distantes cerca de 150 m uma da outra.
O Ribeirão da Aparição é um dos formadores do Rio Paraibuna, (foto ao lado) que vai encontrar com o Rio Paraitinga na Represa de Paraibuna, formando o lendário Rio Paraíba do Sul.
Pico da Macela
O Pico da Macela, que é considerado o ponto mais alto do município, com 1.840 km, fica na divisa de Cunha com Paraty (RJ). De seu cume, em dias limpos, observa-se cerca de 180 km do Litoral Fluminense, onde estão Angra dos Reis, Paraty e a Ilha Grande. Do outro lado, se você estiver por lá no final do dia, a dica é observar o pôr do sol na Serra da Mantiqueira, com vista da cidade de Cunha. Do local parte uma trilha que vai até Paraty. Aconselhável contratar guia.
Suba somente em dias limpos. Para chegar ao local, siga até o km 65 da Rod. Cunha-Paraty, siga por mais 5 km de estradinha de terra. Vá devagar pois alguns locais estão esburacados. Na porteira deixe o carro e siga a pé por mais 2 km de subida cimentada, mas bastante íngreme. Vá preparado com água, boné, lanche e protetor solar, pois o local não tem infraestrutura.
Salvando o ecossistema
A Ong Serra Acima, entidade sem fins lucrativos, atua na região de Cunha e, há alguns anos, trabalha pela preservação do ecossistema das nascentes do Rio Paraibuna. Dentre os trabalhos está a consciência das agroflorestas, como meio de salvar o que resta da flora e fauna da região. O trabalho mais recente é o Projeto Sabores e Saberes do Pinhão, que incentiva a comunidade a criar receitas com o pinhão. Reuniões estão sendo realizadas em diversos bairros do município, com o objetivo de discutir o processamento e comercialização da castanha e elaboração de receitas, visando a publicação de um livro. A entidade recebe grupos de estudantes para visitas agendadas.
A Estrada Real
Cunha está na rota do maior roteiro turístico cultural do País: A Estrada Real. O roteiro foi elaborado pelo Instituto Estrada Real, que levantou por onde passava o antigo caminho do ouro. Saindo de Diamantina e terminando no porto de Paraty. Construído com o objetivo de transportar o ouro das Minas Gerais para Portugal, o tempo fez do caminho bem mais do que isso.
A Estrada Real teve importância indiscutível na colonização de vastas regiões do território brasileiro. Afinal, ela era a única via de acesso às reservas de ouro e diamante da Capitania das Minas Gerais. Abrir outros caminhos era considerado crime de lesa-majestade pela Coroa Metropolitana, que precisava controlar rigorosamente a circulação de pessoas, mercadorias e animais para conseguir o máximo possível de tributos.
Quando o ciclo da mineração chegou ao fim, esse controle perdeu a importância, mas a liberdade veio acompanhada pela pobreza.
A mesma rota é hoje rica em história e cultura. O Instituto Estrada Real trabalha pela revitalização da Estrada por meio do turismo e tem foco em quatro principais atividades econômicas: cachaça de alambique, gemas e jóias, queijos especiais e artesanato.
No trecho do município de Cunha foram colocados 52 marcos em concreto, indicando por onde passava a histórica trilha.
Marco da Estrada Real
Recantos da cidade
O centro de Cunha merece uma visita a pé. O primeiro programa é passar pela Igreja Matriz, prédio do final do século XVIII, que guarda, até hoje, traços da pujança arquitetônica da época. Na parte interna ainda tem imagens e altares suntuosos talhados em madeiras, retrato da riqueza dos coronéis.
A Igreja de N.S. do Rosário é do mesmo período, mas internamente, apresenta singeleza, costume dos negros daquele tempo.
O Mercado Municipal vale uma visita. Construção datada do século XIX, foi primeiro igreja. Tem em seu interior um chafariz importado que servia água à população. Nas ruas ao lado, vários casarões do ciclo do café ainda estão intactos, mostrando a beleza e a riqueza da época. Visite o escritório da Cunhatur, para informações sobre a cidade.
Como curiosidade, observe nas ruas o jeito tranquilo da gente da terra, ainda usando “patronas”, uma bolsa de lona, e pitando o cigarrinho de palha. Não deixe de ver o curioso Relógio de Sol, na Praça da Matriz. Atenção ao movimento de fusquinhas. A cidade é campeã em número de fuscas.
“Sá Mariinha” das Três Pontes
Nasceu por volta de 1880 e faleceu em 1959. Contam, que quando tinha 12 anos foi declarada morta, mas não foi enterrada, voltando à vida, alguns dias depois. Desde então foi considerada mulher de salvar muita gente, receitando remédios, benzimentos e orações. Atualmente onde ela morava se tornou um centro de fé, recebendo romarias de pessoas que procuram o local para pagar graças alcançadas.
Cunha na Revolução de 1932
Hoje elas são cidades turísticas procuradas pela tranquilidade que oferecem no sossego de seus sítios e fazendas e até nas áreas urbanas. Mas em 1932, durante a Revolução Constitucionalista, cidades como Cunha e Silveiras eram verdadeiras sentinelas em suas posições estratégicas na Serra do Mar. Através delas as tropas legalistas de Getúlio Vargas tentavam passar para tomar o Vale do Paraíba e a capital de São Paulo, estado que ousou levantar-se contra o governo central e exigir a promulgação de uma nova constituição.
A história registra, que nesse período mais de 600 vidas foram ceifadas. Muitas dessas pessoas eram, até então, pacatos fazendeiros da região.
Um deles, Paulo Gonçalves dos Santos, conhecido como Paulo Virgínio, de 33 anos, se destacou de forma trágica. Ele deixou o esconderijo em que abrigava a família em busca de alimentos, mas foi capturado por legalistas cariocas.
Os soldados o torturaram para obter informações sobre os constitucionalistas. Paulo Virgínio não revelou nada e foi obrigado a cavar a própria sepultura, sendo executado a seguir.
Cunha ergueu um monumento em sua homenagem. No local, se realizam parte das comemorações da Revolução Constitucionalista, em 9 de Julho, feriado estadual, instituído em março de 1997.
Do engajamento na revolução paulista para garantir a cidadania ao povo brasileiro, Cunha guarda o orgulho de não ter fugido à luta, mas também, especialmente nos mais velhos, a amargura de saber, que por onde a guerra passa nada volta a ser como antes.
O barro, do chão
à arte
Foi pelos idos de 1975 que um pequeno grupo de ceramistas idealistas, formado por japoneses, portugueses e brasileiros chegou à Cunha em busca de um local adequado para produzir sua arte.
O português Alberto Cidraes e sua esposa Maria Estrela foram estudar no Japão, se interessaram por cerâmica e na aldeia Tsuru, conheceram o ceramista Toshiyuki Ukeseki e sua esposa, a enfermeira Mieko.
Alberto decidiu viver no Brasil e convenceu o casal de Japoneses de que aqui seria o local ideal para produzir cerâmica, com fartura de barro e madeira para a queima das peças.
Alberto e a esposa vieram em 1973. O casal Ukeseki só chegaria em 1975, ano em que decidiram procurar um local para montar um ateliê em conjunto.
Após algumas andanças pela região do Vale do Paraíba, estrategicamente localizada entre Rio de Janeiro e São Paulo, eles acreditaram ter achado o local que procuravam no município de Lagoinha. Satisfeitos, esticaram a viagem com o objetivo de chegar à praia, mas pararam em uma praça de Cunha e, ali, conheceram D. Maria, irmã do prefeito da cidade. Ela pediu ajuda ao irmão que cedeu ao grupo um Matadouro abandonado, à primeira vista sem condições de uso.
Mas era de graça, e, com pouco capital, os amigos dedicaram-se a construção do forno noborigama sob a orientação de Toshiyuki (que vive novamente no Japão). A partir daí, a cerâmica entrou para a história de Cunha.
Foi preciso aprimorar a técnica de construção dos fornos, vender a produção levando pesadas sacolas aos lojistas do Rio de Janeiro e São Paulo e, além disso, superar as diferenças culturais de um grupo tão heterogêneo.
Em 1976 aconteceu a primeira abertura pública de fornada, mas somente em 1988 Gilberto Jardineiro e Kimiko Suenaga realizaram uma abertura com festa, onde teve até vinho. Assim o casal virou uma página na história da cerâmica, pois a partir de então, os compradores foram até a cidade comprar a produção, eliminando o sacrifício da venda.
Através dos anos, uma fusão foi acontecendo entre a cultura local e as tradicionais técnicas japonesas. Os primeiros artistas locais foram Luiz Toledo e Leí Galvão e, depois, vieram outros. Hoje, mais de três décadas depois, notam-se algumas diferenças entre o que é produzido por artistas nativos e estrangeiros. Em alguns trabalhos sobressai a arte japonesa e em outros fica evidente a influência das paneleiras, como D. Anúncia, D. Dita e outras, que por lá já atuavam. Na essência de todos, porém, está o barro, elemento que como diz Alberto Cidraes, “é o chão que a gente pisa e pode ser transformado numa coisa digna de figurar na mesa dos reis”.
Pioneiro da cerâmica
Alberto Cidraes continua com suas criações. Durante os anos de vida com o barro, cria peças das mais inusitadas sendo as principais, instrumentos de percussão e cabeças das mais diversas formas.
Forno Noborigama
Artistas se unem
Os ceramistas de Cunha ganharam em 2006 uma entidade para fortalecer o setor e divulgá-la turisticamente. A Cunha Cerâmica, Associação dos Ceramistas de Cunha, já congrega a maioria dos artistas da cidade, independente do tipo de trabalho.
Atualmente, a principal característica da produção de cerâmica de Cunha é a diversidade. Cada ateliê ou ceramista criou seu próprio estilo e abordagem temática e conceitual. O trabalho, mais utilitário ou mais experimental, mais rústico ou mais acabado, define a personalidade e agenda de cada ateliê. O forno Noborigama, à lenha, de tipo japonês, foi durante 25 anos o traço de união entre alguns ateliês, interligados por uma história consistente e criativa. A cidade foi enriquecida com novos ateliês que introduziram outras técnicas em forno à gás, como o Raku, cerâmica instantânea de queima rápida.
Hoje, pode-se dizer que os ceramistas de Cunha se unem pela visão de cada peça como única. Resultante de um processo manual, que possui alma própria.
CUNHA CERÂMICA - Associação dos Ceramistas de Cunha. Rua José Arantes Filho, 286, Vila Rica. Tel. (12) 3111-1716. cunhaceramica@ig.com.br
Ateliê do Antigo Matadouro - Alberto Cidraes - Peças decorativas e escultóricas em alta temperatura. Rua Manoel Prudente de Toledo, 461. Tel. (12) 3111-1628.
albertocidraes@yahoo.com.br / http://cidraes.com
Anand Ateliê Zahiro e Gitika Anand - Peças decorativas e escultóricas em alta temperatura. Rod. Cunha Paraty, km 61,5 - Bairro Taboão - Tel. (12) 3111-3099.
gitikazahiro@hotmail.com / www.anandatelier.com
Ateliê Carvalho - José Carlos - Peças decorativas escultóricas e utilitárias. Rua Gerônimo Mariano Leite, 190 - Vila Rica. Tel. (12) 3111-2483. jccarvalho1942@hotmail.com / www.carvalhoceramica.com.br
Ateliê Cerâmica Toledo Luis Toledo da Silva - Peças decorativas, escultóricas e utilitários. Av. Lavapés, 555 - Vila Rica. Tel. (12) 3111-2034. ateliertoledo@feitoemcunha.com.br
Ateliê Cheiro da Terra Marivaldo Luiz A. Rodrigues - Peças decorativas e utilitárias. Al. Francisco da Cunha Menezes, 1245. Falcão Tel: (12) 3111-2822. www.pousadacheirodaterra.com.br - contato@pousadacheirodaterra.com.br
Ateliê Clélia Jardineiro - Peças decorativas em baixa temperatura. Al. Lavapés, 550 - Vila Rica - Tel. (12) 3111-1537 - c.jardineiro@bol.com.br
Cristiano e Sandra Quirino - R. Manoel Prudente de Toledo, 474. Tel. (12) 3111-2456 / objetovirtual@hotmail.com
Atelier Flávia Santoro - Esculturas, utilitários em design e peças decorativas feitas em pequenas séries, decoradas com engobes e esmaltes de sal e cinzas vegetais. Showroom, salas de aula, sala de fornos e alojamento para alunos. Oferece cursos e workshops. Rod. Paulo Virgínio, Km 61,5 - Sítio Samadih. Tel. (12) 3111-8051 / jsantoro.flavia@yahoo.com.br / www.flaviasantoro.com.br
Ateliê Floresta - Robson Alexander e Eula Toledo - Peças decorativas, escultóricas e utilitários. Rua Luiz de Ol. França, 267 - Pq Nova Cunha.
Atelier Gallery Tokai - Obras de arte e cerâmicas. Rua Gerônimo Mariano Leite, 350 - Tel. (12) 3111-1831 / 9195-1265. gallerytokai.blogspot.com
Ateliê Gê de Castro - Geraldo Nicolau Castro - Peças decorativas escultóricas e utilitárias. Rua Rafael Spiridigliozzi, 47 - Tel. (12) 3111-2724 / nicolaucastro@uol.com.br
Ateliê Gralha Azul - Peças modeladas em torno e placas usando argila local. Desenvolve seus próprios esmaltes, queimando em forno à gás. Al. Francisco da Cunha Menezes, 352, Falcão. Tel. (12) 3111-2675. adersoncanhadas@uol.com.br
Ateliê Grouze Cerâmica Graziela B. Awabi - Peças decorativas e escultóricas. Rua Benedito Marques de Oliveira, 80 - Vila Rica Tel. (12) 3111-2672. grouzeceramica@ig.com.br
Ateliê Katia Patelli - Faz pintura em porcelana. Rua José Arantes Filho, 13.
Ateliê Mieko e Mário Mieko Ukeseki e Mário Konishi - Peças decorativas, escultóricas e utilitários. Rua Gerônimo Mariano Leite, 510. Tel. (12) 3111-1468. http://miekoemario.sites.uol.com.br / miekoemario@uol.com.br
Ateliê Suenaga e Jardineiro - Kimiko e Jardineiro - Mosaicos, painéis, esculturas e cerâmicas para casa e culinária. Rua Dr. Paulo Jarbas da Silva, 150 - Mantiqueira - Tel. (12) 3111-1530 - www.ateliesj.com.br ateliesj@uol.com.br
Atelier Terracota - Decorativos e utilitários. Rua da Abolição, 41, Várzea do Gouveia. Tel. (12) 3111-1667.
Artesanato Pinte e Borde - Arte com tecido. Rua Dom Lino, 101. Tel. (12) 3111-1934. contato@pinteeborde.com.br / www.pinteeborde.com.br
Casa do Oleiro- Pratos e utilitários pintados a Mão. Abre de quarta à segunda. Rua Gerônimo Mariano Leite, 250. Tel. (12) 3111-2723.
Casa do Artesão - Exposição e venda de cerâmicas, artesanato, artes, trabalhos manuais, crôche, tricô, doces, conservas e produtos locais. Das 9h às 17h. Rua José Arantes Filho, 27 - Tel. (12) 3111-0253. Tel. (12) 3111-1930.
Composé - Artesanato Regional - Peças decorativas com temas regionais. Rua Benedito José Coelho, 358. Tel. (12) 3111-2426. celina.marcia@terra.com.br / www.elo7.com.br/celinacompose
Estúdio A´Angaa - Samira e Jaime - Pintura e artes utilitárias . Rua Alcides Barbeta, 278, Vila Rica. Tel. (12) 3111-1220.
Feito a Mão - Lourdes, Sueli e Menaildes, fazem trabalhos em retalho, juta e bandeiras de santo bordadas a mão. Atacado e varejo. Abre todos os dias Rua Dom Lino, 63 - Tel. (12) 9782-6908.
Oficina de Cerâmica Augusto Campos e Lei Galvão - Peças decorativas e utilitárias. Av. Antonio L. Monteiro, 816 - Falcão. Tel. (12) 3111-1937
www.oficinadeceramica.com.br augustoelei@uol.com.br
Oficina de Faiança - Faiança, cerâmicas, objetos artesanais. Rua Manoel Prudente de Toledo, s/n.
Ricardo Pompílio - Oficina de Jóias em prata, com pedras naturais - Rua Gerônimo Mariano Leite, 462. Tel. (12) 3111-2295.
ricardopompilio@uol.com.br / www.ricardopompilio.com.br
Rosana C.O.S. - Pintura em tela, exposição permanente. Aulas de pintura. Rod. Guará-Paraty, km 43 + 300 m - Tel. (12) 3111-1394.
Loja Eco Trilhas - Artesanato em cabaça e madeira. Rua N.S. Remédios, 154 - Bairro Campos Novos - Tel. (12) 3119-1130.
Museu Francisco Veloso e Biblioteca Municipal- Tem peças da história local e livros históricos. Prédio da Rodoviária, Box 1 e 2 . De segunda à sexta das 8h às 17h. Tel. (12) 3111-1499 / joaojoseveloso@yahoo.com.br
Congada de São Benedito -
Sob o comando do Zé Bideco, dançam congada, catira e folia de reis. Rua João Roberto de Toledo, 220 - Tel. (12) 3111-2542.
Noborigama: forno que sobe a montanha. Por sua posição em aclive que permite uma melhor distribuição do calor do fogo entre as câmaras que recebem a cerâmica para a queima. A cidade tem hoje, cinco fornos Noborigama. A transformação da abertura de fornada, como atração, tem como pioneiros Gilberto Jardineiro e Kimiko Suenaga, em 1988.
A última paneleira
Dona Dita Olímpia é a última paneleira ainda viva na cidade. Sem poder fazer seus potes e panelas, gosta de olhar as obras dos outros artistas. A história delegou a Luciano Almeida, escultor, recentemente radicado em Cunha, a eternizar D. Dita, em uma escultura tamanho natural, num trabalho perfeito em sua representatividade. Informações: www.lucianoescultor.com.br
Sabores
com
pinhão
As matas da região da Bocaina são locais onde a Araucária (araucaria angustifolia) predomina. Conhecida popularmente como pinheiro, gosta de regiões frias e úmidas, como é o caso da Serra do Mar. A exploração sem controle quase dizimou a espécie, mas, aos poucos, foi valorizada pelo homem, principalmente sua castanha, conhecida como pinhão.
A partir do descobrimento do Brasil, viajantes, que por aqui passavam, descreveram a planta como um alimento ideal para quem estivesse viajando. Sua amêndoa foi considerada tão boa quanto as européias, conhecida e consumida por eles. Durante muito tempo, foi alimento dos índios que derrubavam as pinhas com flecha.
Os tropeiros que passavam pela Bocaina usavam o pinhão como alimentação básica, devido ao seu valor energético, possuindo cálcio, proteínas e ferro.
Recentemente culinaristas e pesquisadores passaram a criar pratos usando a amêndoa. Com isso o pinhão entrou forte na gastronomia, tornando-se um atrativo em vários restaurantes.
O pinhão é usado no preparo de sopas, massas, biscoitos, bolos ou no acompanhamento de pratos a base de truta ou carne.
O ponto alto é a Festa do Pinhão realizada todo mês de abril, logo após a abertura da colheita. Alguns donos de restaurante congelam a amêndoa e continuam a servi-la durante o ano.
Cunha tem saído na frente em busca de novidades para atrair mais turistas. Depois da truta, pinhão e pratos típicos agora mais duas novidades aparecem no cardápio dos restaurantes: o shitake e a carne de cordeiro.
Shitake - A produção de Shitake chegou no município há pouco tempo. Depois da fase de experiência e aprendizado no manejo dessa cultura, vários produtores abastecem o mercado local e vendem para outras cidades, notadamente restaurantes especializados. O município tem atualmente mais de 50 mil toras de eucaliptos plantados em vários bairros rurais, principalmente os localizados na região da serra.
Caio Ribeiro
Rod. Guará Paraty, km 43 + 500m. Degustação aos sábados, com cozinha aberta. Tel. (12) 9759-0532.
José Luiz Contador
Rod. Cunha/Campos Novos, km 19 + 4km.
Carlos Eduardo
Estr. Pico da Macela, km 1.
Ernani Tedeschi
Est. Cunha Paraty, km 65,2. Tel. (12) 9773-8688.
Suzana
Estrada do Desterro, km 6
Tel. (12) 7295-9594.
Lauro Avelar
Estrada B. Paraibuna, km 2.
B. Mato Escuro. Tel. (12) 9785-7793.
José Renato
Bairro Catióca
José Carlos
Estrada Cunha/Campos Novos, km 6 + 500 m.
Ovinos e Caprinos - Começou timidamente a criação de ovinos em vários sítios da serra. Atualmente já são seis criadores, sendo um com caprinos também. Esses criadores já somam um rebanho aproximando de mil cabeças de ovinos, principalmente da raça Santa Inês, que é própria para lã e também carne.
Em 2008 nasceu o primeiro festival de gastronomia do cordeiro, com os restaurantes da cidade servindo os pratos a base dessa carne. Agora os produtores estão se especializando para que a carne de cordeiro torne-se mais uma iguaria gastronômica da cidade, o ano todo.
Para maiores informações sobre os criadores: Tel. (12) 7812-2166, com Ana Carolina que coordena a criação na cidade.
Tecelagem é resgatada
A criação de ovinos também gerou outra atração. Os trabalhos de tapeçaria com a lã rústica, fez nascer a Oficina de Lã, no Bairro Paraibuna. Na loja montada à beira da estrada, várias tecelãs fazem manualmente os tapetes e decorativos usando a lã dos produtores locais. A atividade surgiu a partir do projeto do casal paulistano Aroldo e Olívia, que resgatou o trabalho com uma antiga tecelã, a D. Julia, do Bairro da Aparição. Abre aos sábados e domingos. Durante a semana procure a Irene, que mora em frente a loja. Estrada do Paraibuna, km 8,5 Tel. (12) 3111-2936.
Arte com madeira e canivete
Um dos mestres do artesanato local é o artista Isael. Em sua simplicidade, molda peças diversas em madeira e outros materiais. O destaque de seu trabalho fica por conta das miniaturas de tropas, onde os burrinhos ganham forma perfeita, inclusive com as cangalhas e jacás. Faz ainda aves e animais da mata atlântica.
Mas não deixa de retratar outros assuntos de Cunha, como a moda dos fuscas na cidade. Constroi miniaturas em madeira, onde a perfeição de seu trabalho chama a atenção dos amantes deste carro.