É VERDADI CUMPADI!

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Agora tamo em rede, mas com o pé no chão.
Toda semana ocê vai encontrar aqui as feição de nosso arquivo e as prosa desse nosso imenso vale caipira.
Lugar que tem muita coisa boa pra escafunchá.
Tudo em vorta de um fogão de lenha, com as gostosuras que nossa gente faz.
Tem ainda os parpites pra passeá, mostrano as lindura da natureza procê se espriguiçar no finar da sumana.
João Rural - Diretor

 

 

Silveiras

Coordenadas Geográficas: Latitude: 22°41’15” S Longitude: 44°48’45”

Oeste Localização: Silveiras está situada na Estrada dos Tropeiros, SP-068, antiga estrada São Paulo-Rio de Janeiro
Hidrografia: Rio Paraitinga, Riberão Silveiras, Ribeirão dos Macacos, Ribeirão do Ventura, Ribeirão do Roncador
Extensão Territorial:
414.7 km2
Altitude: 610 m na cidade, 2.000 na Serra da Bocaina
Habitantes: 5.786
Limites: Cachoeira Paulista, Queluz, Lavrinhas, Cunha, Lorena, Areias
Distâncias: São Paulo – 220 km
Rio de Janeiro – 196 km
Areias – 36 km
São J. do Barreiro – 59 km
Dutra - 17 km
Clima: Temperado

Casa de Manoel Silveira
Pouso dos Silveiras
Silveiras é um dos municípios mais importantes na história do tropeirismo. A família Silveira, da qual herdou o nome, instalou um rancho de tropas em suas terras por volta de 1800 e a ele outros ranchos vieram se juntar-se. Os bairros denominados Bom Jesus (na encosta da Serra da Bocaina) e Macacos (em direção aos municípios de Cunha e Paraty) surgiram antes mesmo de Silveiras, também em função dos tropeiros, durante o ciclo do ouro.
No início do século XIX, o desenvolvimento da localidade acelerou-se com o ciclo do café que permitiu o surgimento, como parte do município de Lorena, da Freguesia dos Silveiras; essa era a definição da época caracterizando a implantação de Paróquias, no caso, em homenagem a N.Sra. da Conceição de Silveiras. Em 1842, a freguesia passou à Vila por solicitação dos próprios silveirenses que asseguravam as condições de independência e vida autônoma para a comunidade. Mas a implantação efetiva da nova condição só ocorreria em 7 de setembro de 1844, pois esses dois anos foram dramáticos para a comunidade. O município tornou-se palco de combates sangrentos da Revolução Liberal. As tropas do Barão de Caxias deixaram mortos 56 chefes de família em 12 de julho de 1842. As trincheiras, que até hoje testemunham o triste episódio, foram reabertas em 1932 durante a Revolução Constitucionalista, fatos que revelam o marcante civismo dos silveirenses.
Silveiras chegou à condição de cidade em 1864 e tornou-se comarca em 1888, chegando a ter 25 mil habitantes e ser o 4º município mais populoso do Vale do Paraíba Paulista. Então, as Minas Gerais se enfraqueceram, o café passou a ser cultivado no oeste paulista, a escravidão foi abolida, a república proclamada e a estrada de ferro construída não passou pelo município, encerrando uma era de progresso.
A população da cidade foi drasticamente reduzida e um novo caminho começou a ser traçado apenas por volta de 1978, com o movimento comunitário denominado Silveirarte promovendo feiras de artesanato e a valorização do patrimônio cultural e ambiental do município. Silveiras, que foi palco vivo da história da região, agora é palco da preservação da história, especialmente do tropeirismo. Recebe turistas dos setores de cultura, história, ecologia, religião, gastronomia e artes populares.
Cruzamento de viajantes
Durante o ciclo do café no Vale Histórico, Silveiras foi uma das menores produtoras do grão. Por outro lado, a cidade ficou bem no cruzamento dos caminhos de vinham do Litoral Norte e iam para Minas Gerais e o que ligava São Paulo ao Rio de Janeiro. Por isso mesmo, muitos negociantes se dirigiram para o local, buscando atender os passantes. Muitos ranchos de tropa foram montados, tanto que a cidade nasceu a partir de um, o Rancho dos Silveiras.
A cidade fervilhou por pelo menos cem anos, chegando a ter mais de 20 mil habitantes. Politicamente enfrentou os mandatários de São Paulo, apoiando a Revolução Liberal, em 1842. Com o declínio do café e a construção da Rodovia Presidente Dutra a cidade ficou parada no tempo.
A população foi drasticamente reduzida, e um novo caminho começou a ser traçado apenas por volta de 1978, com o movimento comunitário denominado Silveirarte, promovendo feiras de artesanato e a valorização do patrimônio cultural e ambiental do município. Silveiras, que foi palco vivo da história da região, agora é palco da preservação da história, especialmente do tropeirismo. Recebe turistas dos setores de cultura, história, ecologia, religião, gastronomia e artes populares.
Chafariz , onde até os animais das tropas bebiam água
Raízes da arte
Criada em função dos tropeiros, Silveiras conheceu a decadência econômica a partir da utilização da Via Dutra e da estrada de ferro para transporte de produção. O artesanato chegou como uma alternativa ao trabalho no campo e deu novo fôlego à cidade, cuja população ia partindo aos poucos em busca da sobrevivência. Nesse processo, alguns artesãos, quase esquecidos nessa história tão recente, tiveram papel fundamental.
João Camillo Pena é um deles. Vindo de São Paulo, ele visitou Silveiras pela primeira vez aos 15 anos, gostou da tranquilidade do local e decidiu virar artesão. Em 1976, chegou para ficar.
Hospedou-se em um hotel onde fixou residência e, ajudado pelo professor de Português e ex-vereador, Maciel, conseguiu da Prefeitura um prédio emprestado para morar e desenvolver sua arte; o macramê, com fios de sisal e algodão.
Fazia panôs e porta-vasos de corda, objetos em moda na década de 70. Alguns artesãos da cidade já trabalhavam com madeira, taquara, taboa e faziam crochê.
Camillo organizou então um curso de artesanato, com o objetivo de aumentar a produção, que ele levava para vender em São Paulo. Sem ter noção exata do que fazia, ele deu início ao primeiro “arranjo produtivo”, sistema atualmente incentivado e disseminado por entidades como o Sebrae.
O artesão fez parte do grupo que fundou a Sociedade Amigos de Silveiras, criada com o objetivo de revitalizar a cidade. Foi essa instituição que promoveu a Silveirarte, uma feira de artesanato realizada nos finais de semana durante algum tempo, que contribuiu para motivar os moradores a se dedicarem à atividade.
Em 1981, na busca por novos espaços para vender o artesanato produzido em Silveiras, Camillo participou de uma feira em São Paulo. Nessa ocasião, cedeu espaço a um artesão de São Sebastião para que vendesse suas peças. Meses depois, compradores surpreenderam Camillo ao procurarem pássaros de madeira em Silveiras. Só então ele desco briu o que o artesão havia vendido. Para atender os lojistas, Camillo foi buscar os pássaros no litoral, e as peças se tornaram o carro chefe do artesanato de Silveiras. Em suas andanças, ele aprendeu novas técnicas de pintura e até de mecanização da produção de objetos de madeira.
Incentivou artesãos como Dito Paulino, do Bairro do Fundão, e a família Carvalho, do Bairro da Estiva, a fazerem pássaros e utilitários como gamelas com cabeça de pato, que se tornaram populares.
No final de 1982, uma festa foi organizada em Brasília para receber o então vice-presidente dos Estados Unidos, George Bush (pai). Pássaros produzidos em Silveiras foram usados na decoração e a primeira dama americana se encantou com eles, a ponto de solicitar exemplares para levar com ela. Na ocasião, Camillo conheceu o ornitólogo e taxidermista José Idazi, que disponibilizou sua coleção de pássaros da fauna brasileira para pesquisa. Esse fato proporcionou um salto de qualidade nas peças produzidas, pois, até então, a pesquisa era feita apenas em livros. O acesso dos artesãos a modelos reais, empalhados, permitiu o aprimoramento da arte.
Mais tarde, o próprio Camillo enfrentou a concorrência criada pela disseminação do artesanato na cidade e, com o apoio do Sebrae, profissionalizou sua empresa, participou de feira no exterior e se reposicionou no mercado produzindo brinquedos pedagógicos em madeira.
A necessidade de se profissionalizar foi sinal dos tempos, acenando com uma nova era para municípios como Silveiras. Camillo acredita que o papel do artesanato nessa história foi servir de ponte entre o vazio deixado pela decadência da atividade agropecuária e o turismo e que é um importante produto do turismo local.
ASAEPA - Associação Silveirense de Artesãos e Empresas de Artesanato. Tem loja para exposição e vendas dos trabalhos de 11 afiliados. Das 9h às 16h. Aos domingos das 11h às 17h. Pça. Padre Antonio Pereira de Azevedo- Casarão Tel. (12) 3106-1454.
Atelier Entre no Paraíso
Comandado pelos artesãos Camillo e Denise. Produz pássaros e destaca-se por ser o único da cidade que produz jogos educativos e quebra-cabeças, com motivos da flora e fauna. Estrada dos Tropeiros, km 218, bem no Portal da cidade. Tel. (12) 3106-1341. www.entrenoparaiso.com.br / contato@entrenoparaiso.com
Artesanato Nascentes da Terra - Pássaros, peixes e outras peças em caxeta. Rua Maria José da Costa, 13 - Tel. (12) 3106-1597.
Artesanato Sandro - Trabalha com caxeta e MDF, fazendo araras esculpidas à mão, utilidades domésticas, enfeites, com mais de 100 modelos. Av. Ciro Moreira de Andrade, 1510. Tel. (12) 3106-1321. www.anarosanne.com.br
Artesanato Arte Mania - Isalete - Em caxeta e MDF, fazendo pássaros esculpidos, objetos de parede e gamelas. Av. Ciro Moreira de Andrade, 1529. Tel. (12) 3106-1269. art.mania@itelefonica.com.br
Artesanato Josadir - Trabalha com MDF, faz chaveiros, objetos de parede e porta retrato, araras e objetos decorativos. Av. Ciro Moreira de Andrade, 1116. Tel. (12) 3106-1253.
Artesanato Felipe Nery - Trabalha em MDF e caxeta, fazendo objetos decorativos e utilitários, peixes, pássaros e flores. Av. Ciro Moreira de Andrade, 2264. Tel. (12) 3106-1334.
felipeneryartesanato@uol.com.br
Artesanato Narcizo - Araras, papagaio, tucano, pássaros no galho - Av. Carvalho Pinto, 1006 - Tel. (12) 3106-1232.
Paulo Nazaré - Artesanato em madeira - Av. Carvalho Pinto, 510 .
Tereza Ferreira - Artesanato em crochê, barbante e linha. Av. Carvalho Pinto, 1063 - Tel. (12) 9736-3786
Geraldinho Paulino - Faz araras grandes à mão - Vila Esperança.
Artesanato Francisco e Nery - Em caxeta e MDF, pássaros, placas. Trabalha com outras madeiras como Picuiba, Guacá Douro e Canela. Estrada Imperial, 374 - Tel. (12) 3106-1144.
Artesanato Margô - Artes e utensílios em caxeta e MDF. Av. Gov. Carvalho Pinto, 206 . Tels (12) 8164-3152/9732-005.
Dedé - Trabalhos de pássaros feitos a mão, no canivete. Av. Gov. Carvalho Pinto, 155. Tel. (12) 3106-1139.
Artesananto Águia Dourada - O artesão faz pássaros esculpidos à mão e à máquina. Tem ajuda apenas de sua mãe que faz os pés das aves. Rua da Tijuca, 120 - Bairro São Sebastião. Tel. (12) 3106-7196.
Carlo Teco - Faz, em caxeta e MDF, pássaros, gato, tatu e objetos decorativos. Rua da Bocaina, 90 - Bairro do Macaco. Tel. (12) 3102-7145.
Julinho - Geraldo Siqueira Andrade - Faz a mão, arara, tucano e papagaio. Av. Julio Joaquim da Costa, 245.
Edir Ferreira - Artesananto em couro cru, trançado, reios, laços, cangalhas. Av. Ciro Moreira de Andrade, Pça N.S. Conceição, 8. Tel. (12) 3106-7150.
Artesão Márcio - Além de consertar bicicletas, faz burrinhos, vacas e outros bichos em madeira, com perfeição anatômica. Rua Pedro Cordiano Martins, 99. Tel. (12) 9755-2668.
Nil Artes Artesanato - Em caxeta e MDF, araras, tucanos e caixas decorativas. Av. Gov. Carvalho Pinto, 1.016. Tel. (12) 3106-1121. nilaartebrasil@hotmail.com
Terezinha Bueno - Artesanato em retalho, colchas, mantas, tricôs. Rua Cap. Manoel J. da Silveira, 117. Tel. 12( 3106-1402.
Artesanato João Carlos - Com caxeta e MDF faz araras, tucanos, decorativos de parede e peixes. Av. Gov. Carvalho Pinto, 610 .Tel. (12) 3106-7189.
Carlo Torquato - Trabalha com cana-da-índia, fazendo redes, luminárias, cortinas, suporte de plantas, tripé de planta, etc. Av. Ciro Moreira de Andrade, 1530. Tel. (12) 3106-1204.
Carvalhos (Salvador, José e João) - Fazem pássaros, bichos e burrinhos esculpidos no canivete. São os mais antigos da cidade. Av. Gov. Carvalho Pinto, s/n.
Artesão Otacílio - Salete Monteiro trabalha em caxeta, com diversas aves e barquinhos. Estrada da Cascata, s/n. Tel. (12) 3106-1445/9736-3197.
Ademir - Pássaros esculpidos à mão, em caxeta. Rua São Sebastião, 63 - Bairro dos Macacos.
Antonio Carlos - Pássaros, peixes, decorativos de parede em caxeta e MDF. Rua Assembléia de Deus, s/n Bairro dos Macacos. Tel. (12) 3106-7204.
Artesanato do Marquinhos - Pássaros e borboletas em caxeta. Av. Gov. Carvalho Pinto, 1060. Tel. (12) 9755-2024.
Ateliê Mãos de Silveiras - Trabalhos em MDF, enfeites, pássaros, peixes e decorativos em geral. Av. Ciro Moreira de Andrade, 1577. Tel. (12) 3106-1198. gabriela.nery@uol.com.br
JP Artes e Cia - Pássaros, decorativos - R. João Antunes de Macedo, 716. Tel. (12) 3106-1323.
Selaria do Nelson- Faz selas e outros artigos de couro. Av. Mário de Paula Cardoso, 300 tel.(12) 9737-1231.
Artesão Ozéas - Pássaros e decorativos - Estrada do São Sebastião, s/n tel. (12) 3106-7291
Air e Vanira - Pássaros de parede e enfeites. Rua João Silvino Cardoso, 18 - tel. (12) 3106-1218.
Artesanato do Márcio - Pássaros, decorativos, em caxeta e MDF. Av. Carvalho Pinto, 200 - Tel. (12) 9708-0551.
Artesanato do Odair - Aves e decorativos em MDF e caxeta. Av. Ciro Moreira de Andrade, 2046.
Rita - Bolsas em palha de milho - Rua José Ferraz Filho, 150.
João Camillo
O ninho dos pássaros
Dito Paulino, o Benedito Silvestre de Andrade, aprendeu a trabalhar a madeira com o pai, um lavrador habilidoso no artesanato de peças como o pilão.
Incentivado por João Camilo Pena, ele dedicou-se à produção de pássaros de madeira e outros utilitários, até que deixou o trabalho na roça para se dedicar a essa atividade em tempo integral.
Há dez anos, Dito Paulino parou de trabalhar, mas acredita que essa arte fez muito por Silveiras que sofria com o desemprego.
Igreja de São Benedito
Caminho Imperial
Trecho, com 2 km , do antigo Caminho Imperial, construído em 1725, para ligar São Paulo ao Rio de Janeiro. Começa junto ao chafariz e termina em frente ao poção. A sugestão é ir a pé para observar, no caminho, os restos das trincheiras da Revolução Constitucionalista de 1932.
Praça do Tropeiro
Ambiente criado para as festas do tropeiro, com rancho típico e estátua em homenagem ao tropeiro. Centro.
Prédio da Cadeia
Construção terminada em 1902, por Euclides da Cunha. Centro.
Casa do Silveira
Prédio em estilo colonial do início do século XIX. Pertenceu ao intendente Manoel José da Silveira, que foi morto no local pelos revoltosos da Revolução Liberal de 1842. Fica atrás da Igreja Matriz.
Marco da Revolução Liberal
O local tem uma cruz em homenagem aos 56 silveirenses que foram mortos pela tropa comandada por Caxias em 12 de julho de 1842. Fica no Km 14 da Estrada dos Tropeiros.
Trincheiras- Nos morros em volta de Silveiras, ainda podem-se observar os sinais das trincheiras, construídas durante a Revolução Constitucionalista de 1932. Ainda hoje os moradores encontram balas e granadas enterradas.
Cachoeira do Roncador
Fica no Bairro do Bom Jesus, distante 6 km do centro da cidade, indo pela Estrada dos Macacos. Para chegar ao local é preciso andar cerca de 3 km a pé, por antiga trilha de tropeiros que atravessava a Serra da Bocaina. É aconselhável ir com guia experiente.
Cachoeira do Paraitinga
Fica na divisa de Silveiras com Cunha. Com corredeiras e lago, própria para banho. Leve lanche. Até o Bairro dos Macacos são 22km de asfalto, depois, mais 6 km de terra.
Pico da Boa Vista
Fica a 30km do centro, com longo trecho de estrada de terra, aconselhável carro 4x4, com guia. Leve água e lanche. O passeio vale pelo visual dos Campos da Bocaina e do Vale do Paraíba, pois chega-se a 2 mil metros de altitude. Próximo dali fica a Nascente do Ribeirão da Lagoa, que deságua no Rio Paraitinga, principal formador do Rio Paraíba. (Veja Areias)
 
Marco da Revolução Liberal de 1842
Feijão tropeiro é feito como antigamente
A festa tradicional realizada todos os anos, no último domingo de agosto, ocupa pelo menos 20 pessoas para preparar o almoço. Seu Dito é quem comanda a cozinha onde o feijão tropeiro leva 2 mil quilos de toucinho, 500 quilos de batata, 350 quilos de carne, 100 quilos de feijão, 200 quilos de arroz, 100 quilos de courinho de porco, 10 quilos de tempero, 20 quilos de farinha, e, pelo menos, 50 litros de cachaça para abrir o apetite.
A preparação de cerca de 2 mil quilos de toucinho, pra ser transformado em torresminho, principal atração da festa, começa uma semana antes. O toucinho ideal é o da barriga do porco, por ser menos gorduroso e mais fino. Uma equipe de vários homens limpam o toucinho e lanham, isto é, cortam sem retirar do couro. Depois, é salgado e colocado ao sol onde fica por dois ou três dias, para que água escorra bem.
O próximo passo é cortar todas as peças em pedaços pequenos e colocar para descansar em grandes coxos. No dia anterior a festa, é feita uma boa lavada com água fria, para retirar o excesso de sal do toucinho. Depois vai pra panela onde é frito em fogo alto, até dourar e pururucar. Para isso o segredo é esparramar um pouco de água fria no torresmo, ainda na panela. “Dar um susto”, como eles dizem.
O interessante é que o pessoal consegue dar o mesmo ponto de pururuca em todo o torresmo, tanta é a experiência que têm no trabalho.
Fritando o torresmo pururuca
Toucinho secando ao sol
Tropas e tropeiros têm dia de festa
As tropas cargueiras que dominavam as ruas de Silveiras só tem um motivo para aparecer. Agora, somente no desfile da Festa do Tropeiro, a população toma contato com esse costume. Mas são poucos animais, sendo a maioria de cavalos, desde o mais simples pangaré até os animais de raça. O desfile atrai também alguns carros de boi, que marcam presença com seu cantar. Mas na Praça do Tropeiro a figura deste herói tem estátua de homenagem. Todo último domingo de agosto a cidade recebe milhares de visitantes para lembrar o ciclo do tropeirismo.
O Senhor da mata e da arte
Luis Felipe, empresário do Rio de Janeiro, resolveu criar seu mundo. Bem na divisa entre Silveiras e Areias adquiriu uma fazenda em condições de degradação florestal.
Aos poucos foi preservando o que tinha e plantando mais árvores, principalmente nativas. Conseguiu fazer as águas e animais voltarem e aí, criou uma pousada ecológica, para que outros pudessem desfrutar do lugar.
Nos finais de semana ele larga tudo no Rio de Janeiro e vai para seu refúgio. Ali realiza uma de suas paixões: fazer miniaturas de equipamentos rurais e bibliotecas, onde em um pequeno espaço de 40 cm de largura, consegue colocar 300 miniaturas de livros.

 

 
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