É VERDADI CUMPADI!

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Agora tamo em rede, mas com o pé no chão.
Toda semana ocê vai encontrar aqui as feição de nosso arquivo e as prosa desse nosso imenso vale caipira.
Lugar que tem muita coisa boa pra escafunchá.
Tudo em vorta de um fogão de lenha, com as gostosuras que nossa gente faz.
Tem ainda os parpites pra passeá, mostrano as lindura da natureza procê se espriguiçar no finar da sumana.
João Rural - Diretor

 

 

São José Do Barreiro
Coordenadas Geográficas:
Latitude S 32º 38’ 42” Longitude W Gr 44º 34´40” Localização: Região leste, Vale do Paraíba
Hidrografia: Rio Bonito, Rio da Ponte Alta, Rio do Gavião, Rio Paraitinga, Ribeirão das Palmeiras, Ribeirão Formoso e Córrego do Funil
Extensão Territorial: 600 km²
Altitude: De 510m, na cidade, a 2.088m no Pico Tira Chapéu
Habitantes: 4.032
Limites: Arapeí, Bananal, Areias, Paraty, Cunha, Resende e Angra dos Reis
Distâncias: São Paulo -273 km
Rio de Janeiro - 214 km
São José dos Campos - 175 km
Areias - 23 km
Arapeí - 30 km
Bananal - 47 km
Silveiras - 59 km
Barra Mansa - 70 km
Temperatura:
Média anual de 21º
Pouso do barreiro
Por volta de 1540 já haviam exploradores pela região, buscando criar um caminho que atravessasse o Vale do Paraíba, a partir de Mambucaba e Angra dos Reis, com destino a Minas. Anos depois surge a trilha conhecida como “caminho novo”.
Uma das travessias de rio no caminho transformou-se num grande atoleiro, dificultando a passagem das tropas. Com o tempo surgiram os ranchos de pousos e assim, o local passou a ser conhecido por “Barreiro” .
Em fins do século XVII, o Capitão Fortunato Pereira Leite e seus familiares, em viagem para Mambucaba, se deteve no local. Fundou o arraial, onde em 1820 foi erguida uma capela dedicada a São José, passando então a ser chamado de São José do Barreiro. Depois dos movimentos econômicos dos transportadores de mercadorias e de ouro de Minas Gerais, a partir de 1800 o município se encheu de fazendas de produção do café, que dominou a região por mais de 50 anos.
No final do século XIX veio o declínio das lavouras de café e a construção da ferrovia São Paulo/Rio, provocando mais estagnação para a cidade. Em 1928, o governador Washington Luiz inaugura a rodovia ligando São Paulo ao Rio, passando pela região, trazendo assim um novo alento aos moradores. Mas na década de 50 a construção da Rodovia Pres. Dutra, estagnou novamente a economia local.
Por volta de 1990, a Serra da Bocaina trouxe novo alento com o crescimento do turismo de aventura.
As históricas fazendas foram se transformando em hotéis para receber outra categoria de turistas: os amantes da história.
Aventura com água e verde
A natureza destinou para São José do Barreiro belezas especiais. A começar pelas águas, pois ali se localizam as maiores cachoeiras da região do Vale do Paraíba. Ao todo o município tem cerca de 20 cachoeiras e corredeiras, algumas para serem admiradas, mas muitas com acesso para banhos gelados.
É no Parque Nacional da Bocaina que estão as principais, com destaque para Santa Isidro e a Cachoeira do Veado. O acesso é permitido somente com guias e autorização da administração do Parque.
Estão nesta região também os trechos da Trilha dos Mineiros, hoje conhecida como Trilha do Ouro, ainda com o calçamento original feito em pedras.
O Parque Nacional da Bocaina foi criado em 1971, com uma área de extensão de 110 mil hectares. Localiza-se em terras do estado de São Paulo e Rio de Janeiro. Devido a sua localização tem uma variação de paisagem, indo desde uma enseada com praias, ilhas, grotões, vales e campos de altitude. Chega a mais de 2.000 metros, no Pico do Tira Chapéu, na divisa dos municípios de Areias e São José do Barreiro.
Possui uma biodiversidade das mais características, com as principais madeiras de lei e uma densa área de pinheiros do Paraná (Araucaria angustifolia). A fauna é uma das mais ricas do Brasil, pois a densa mata propicia a criação de várias espécies, sendo as principais o mono-carvoeiro, o barbado, o saguí-da-serra-escuro, a suçuarana e a jaguatirica. Nas matas e nos céus proliferam os vôos do gavião-de-penacho, gavião-real, jacutinga, e sabiá, dentre outras dezenas de espécies. A principal bacia hidrográfica é o Rio Mambucaba e nasce neste Parque o Rio Paraitinga, um dos formadores do Rio Paraíba do Sul.
Outros rios de menor porte cortam a mata nos dois sentidos, alguns descendo para a bacia do Rio Paraíba do Sul e outros desaguando no mar, na região de Paraty e Angra dos Reis. Devido a esse enorme manancial de água, as mais belas cachoeiras estão em suas terras. Algumas delas tem visitas abertas, mas as principais necessitam de autorização da direção do Parque, que funciona em São José do Barreiro. Atualmente o Parque está sendo administrado pelo Instituto Chico Mendes, que pretende criar formas sustentáveis de visitação. Tel. (12) 3117-1225.
Cachoeira da Mata
Próximo ao bairro Formoso, no meio da mata, tem queda d´água mansa e piscina natural. Estrada da Fazenda da Barra, a 5,6 km.
Cachoeira do Veado
É a maior cachoeira do Estado de São Paulo com 200 metros em três quedas. Chega-se somente a pé e é necessário autorização da administração do Parque para o acesso, mesmo assim com guia especializado. Fica na trilha do Ouro, km 35.
Cachoeira da Água Santa
Balneário natural. Ponto predileto para banhos de sol sobre as pedras e natação nas águas cristalinas do rio Barreiro. Chega-se de carro. Estrada da Água Santa, km 1,5 .
Cachoeira Santo Isidro
Com 80 metros de queda, termina em uma imensa piscina natural em forma de lago, com água gelada e cristalina. Estrada do Parque Nacional da Bocaina, a 1,5 km da portaria. Entrada somente com autorização da administração do Parque.
Cachoeira das Posses
Tem 50 metros de queda, com área para lazer e entretenimento com espaços para acampamento selvagem. Estrada do Parque, km 8.
Cachoeira do Paredão
Várias pequenas quedas e piscina para banho. Estrada do Parque, a 2km antes da portaria.
Cachoeira da Usina
Com várias quedas, tendo acesso à terceira queda, com cerca de 30 metros. Local para ducha e banho. Estrada da Água Santa, seguindo a pé por um trecho de 3 km .
Obs. A região tem ainda mais dez cachoeiras, mas em locais de difícil acesso. Informe-se com os guias locais.
Represa do Funil
Formando imenso lago, é concorrida área de lazer para pescaria, com ocorrência de tilápias, tucunarés, lambaris, entre outros. Águas calmas para natação e esportes náuticos como ski, jet-ski, passeios de lancha, caiaque, etc. Permitindo ainda o acesso à Resende, até o Clube Náutico. A represa fica a 6 km do centro de São José do Barreiro.
Pico da Bacia
Pico Guardião da Cidade de São José do Barreiro, do alto dos 1950m do Pico da Bacia, temos uma vista belíssima dos Campos da Bocaina, da Represa do Funil, da cidade de São José do Barreiro, Resende, Itatiaia, Cruzeiro e muitas outras cidades plantadas nos Mares de Morros do Vale do Paraíba. O local é um verdadeiro show de visual de montanha que aos poucos vai se descortinando no decorrer da caminhada. Acesso somente com guia local – 1 dia. (contratar guia)
Rampa de Vôo Livre
Visual do Vale magnífico, a 1.700 m de altitude. Mirante natural com vista da Represa do Funil, das cidades de Resende, Itatiaia, Cruzeiro e muitas outras. O pôr-do-sol é uma atração à parte, com a Serra da Mantiqueira à frente. Ideal para prática de vôo livre para-glider.
A trilha do ouro e do café
O primeiro registro diz que o caminho foi aberto pelos índios Guainás, que habitavam a Serra da Bocaina, para atingir o Litoral e o Vale do Paraíba. Partia de São José do Barreiro e descia margeando o Rio Mambucaba, há 1.700 metros de altitude, indo em direção ao litoral. No ínício do século XVII foi usada para o transporte de ouro, para quem queria fugir das “barreiras” oficiais da Estrada Real, que passa por Cunha. Por isso ficou conhecida como “Trilha dos Mineiros” e, atualmente, “Trilha do Ouro”. Parte do ouro de Minas passava por ali e era carregado no Porto de Mambucaba, mas com a queda da mineração a estrada diminuiu o movimento. Todo o seu percurso na serra foi calçado por escravos, com pedras retiradas do fundo do Rio Mambucada.
Com a chegada do café, no início do século XIX, a trilha ganhou importância novamente, pois a produção de café da região passou por ali. Ao mesmo tempo que descia o café, as centenas de tropas subiam com mantimentos para abastecer as fazendas do Vale do Paraíba e Minas Gerais.
Atualmente a trilha tornou-se rota principal dos turistas e amantes da natureza que procuram a região para uma boa aventura.
A MW Trekking é a principal empresa especializada, com guias para atender os interessados. (Veja serviços)
Lembranças do passado
Andando pelo centro da cidade, ainda podemos encontrar várias construções que lembram o passado de glória da região. São casarões e solares em estilo colonial onde residiram famílias tradicionais da época.
Destaca-se a Igreja Matriz de São José datada de 1881, onde se encontram os restos mortais dos fundadores da cidade e do Cônego Benedito Gomes França (Pe. França). Em sua volta estão vários prédios, uns funcionando como casas comerciais outros como residência e um com a Casa do Artesão.
O prédio da Câmara Municipal está totalmente reformado, com quadros deixando à vista a parte interior das paredes. Foi cadeia pública da cidade por muitos anos.
Cemitério dos Escravos
Leva este nome, mas os escravos apenas construíram o local, para ser o campo de descanso dos Barões do Café. Ganhou no século passado, um túmulo, onde estão os restos mortais dos últimos escravos de São José do Barreiro.
É datado de 1860 e, ao longo dos anos, foi ganhando obras de arte em mármore de carrara, cada um mais artístico do que o outro. Durante a Revolução de 1932, foi ponto de defesa dos paulistas e a artilharia inimiga destruiu muitos túmulos. Ficou assim até hoje, abandonado, mas ainda com algumas obras de arte que podem ser visitadas.
Um lugar muito formoso
Depois de São José do Barreiro, uma parada obrigatória para quem quer apreciar paz e tranquilidade.
Além dessa tranquilidade, o bairro de Formoso guarda algumas relíquias. Uma boa água na biquinha da praça e uma parada no no Bar do Osvaldo, onde pode-se apreciar uma deliciosa coxinha. Depois, volte um pouco e visite o primeiro hotel fazenda da região, o Clube dos 200.
Passando o bairro, na mesma estrada, visite o Sítio São José, um patrimônio da natureza, onde seu antigo proprietário plantou dezenas de espécies de todo o Brasil. O atual proprietário está criando no local o Centro de Pesquisas em Design Ecológico e Permacultura. O objetivo é receber estudantes e pesquisadores da flora nacional.
Conheça o projeto Terra Linda que congrega cerca de 30 mulheres em trabalho artesanal.
Budistas fazem suas meditações ali na serra, próximo ao bairro. Região onde o turista pode conhecer as cachoeiras da Mata e o Cachoeirão.
Passeio imperdível é a Fazenda da Barra, construída em 1850 para a produção de café e há 17 anos transformada em hotel fazenda, com suas construções originais, ribeirão de águas geladas, comida caseira, tudo feito em fogão à lenha. Observe da estrada a grandiosidade da Fazenda Catadupa.
Capela de Formoso
O clube que ajudou a história
em na entrada de Formoso está o Hotel Fazenda Clube dos 200. Administrado por novos empresários, o local foi totalmente restaurado, respeitando a arquitetura original.
O prédio foi inaugurado em 24 de março de 1928, dez dias antes da inauguração da antiga estrada Rio-São Paulo, hoje Estrada dos Tropeiros.
A construção foi realizada pelo Presidente da República Washington Luís e seus 199 sócios, daí o nome “Clube dos 200”.
Projetado pelo engenheiro Samuel Ribeiro, o prédio exibe características das construções coloniais espanholas, com um pátio central, arcos nas entradas, pisos hidráulicos, colunas expostas com capitéis jônicos e dóricos e esquadrias, portas e janelas detalhadas com tramas de madeira preta para controle da exposição solar no interior da casa.
Escondendo da imprensa, homens de negócios e políticos de renome, como o presidente Getúlio Vargas, serviam-se do Clube dos 200 para reuniões importantes.
Em 1933, recebeu o então tenente Geisel, mais tarde presidente da República. Recebeu o governador do extinto estado da Guanabara, jornalista Carlos Lacerda. Além de políticos o hotel hospedou figuras ilustres como Tarsila do Amaral, Carmem Miranda, Rita Hayworth e Robert Taylor.
Em 1934 o Automóvel Clube do Brasil assumiu o hotel que seria de grande utilidade aos seus associados, pois estes poderiam usufruir de uma hospedagem requintada na Rodovia Rio-São Paulo.
Somente a partir de 1953 o Clube dos 200 abriu suas portas a não-sócios, considerados hóspedes comuns.
No livro de hóspedes, assinaturas de Carmem Miranda e Robert Taylor
Fazendas do café produzindo turismo
São José do Barreiro faz parte do circuito das importantes fazendas cafeeiras. Várias delas estão em pé, sendo restauradas e buscando atividades de turismo.
A mais importante, a Fazenda Pau D´Alho, localizada a 3 km da cidade, foi construída por volta de 1817 por João Ferreira de Souza, fundador de São José do Barreiro e que no ano de 1822 iniciava na fazenda o plantio de café. D. Pedro I, em viagem que antecedeu a independência do Brasil, chegou em 17 de agosto de 1822 na Fazenda Pau D’alho, onde foi recebido com um grande jantar.
A sede da fazenda é toda circundada por muros de pedra, tendo na entrada um imponente portão. Esta fazenda representa muito bem a opulência das fazendas e engenhos do Brasil Império. O pátio interno é cercado por senzalas, cavalariças, tulhas e outras dependências. O embasamento é de pedra e as paredes de pau-a-pique.
O conjunto arquitetônico da fazenda foi tombado pelo Patrimônio Nacional e Estadual em 1968. Restaurado, hoje é um marco histórico que se destina a atividades culturais e ecológicas. Informações para visitas agendadas (12) 3177-1310.
Fazenda São Francisco - Foi construída em 1813, sendo uma das mais antigas da região. Tem ainda toda a sua autencididade na arquitetura e decoração interna, com móveis, quadros e lustres importados. Tem um pequeno museu com documentos e peças de época. Funciona no local uma pousada de turismo de residência, com atividade leiteira, trilhas, cavalgadas e cachoeiras. Visitas somente com reservas pelo telelefone (12) 3117-1264 / (21) 9971-7223.
Fazenda São Francisco, de 1813, é a mais antiga do período do café

 

 
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