Coordenadas Geográficas:
Latitude: 23º23´10" S Longitude: 45º39´44" W Gr

Localização:
O município de Paraibuna está situado no Alto Paraíba na escarpa da Serra do Mar.

Hidrografia:
Rio Paraibuna, Rio Paraitinga, Rio Paraíba do Sul, Rio Fartura, Rio Lourenço Velho.

Extensão territorial: 809,8 km2
Altitude: 650 metros, com 1.050 no Morro do Remédio.

Habitantes: 16.542

Limites: Jambeiro, Caraguatatuba, Redenção da Serra, Natividade da Serra, Salesópolis e Santa Branca

Distâncias:
São J. dos Campos - 34 km
São Paulo – 120 km
Caraguatatuba – 56 km
Temperatura:
Média anual – 20,4º C

Clima:
Mesotérmico com verões brandos e invernos secos.

Trilhas, café e água
Paraibuna formou-se de um pouso de tropeiros. Segundo publicações, o nome Paraibuna originou-se do vocábulo formado por "Pira"-peixe, "Hyb" -água e "Una"- escura. Logo, Paraibuna significa "Peixe de Água Escura". Alguns novos historiadores afirmam que significa "Rio de Água Escura".
Em meados do século XVII, alguns homens, provenientes de Taubaté, desceram o Rio Paraitinga e pararam no local onde este encontrava o Rio Paraibuna. Embrenharam-se na mata e, a 2 km acima, construíram uma cabana e uma capela em homenagem ao santo do dia, formando assim a povoação denominada Santo Antônio da Barra do Paraibuna. Continuou, assim, como pouso dos passantes por dezenas de anos.
Em 3 de junho de 1773, o Capitão Geral de São Paulo, D. Luiz Antônio de Souza nomeou Manoel Antônio de Carvalho para administrar o povoado, determinando que os "foros, vadios e vagabundos, sem domicílios certos e sem utilidade para a República" fossem habitar as ditas "terras de Paraibuna".
Moradores se revoltaram e conseguiram, em 1775, a revogação da tal ordem e a concessão da Carta de Sesmaria para João Simões Tavares, Manuel Garcia Rosa, Manuel Motta e José Pereira, que receberam "uma légua de terras em quadra" (6 x 6 km). Em 7 de dezembro de 1812, cria-se a Freguesia de Santo Antônio de Paraibuna, com a construção de uma capela e nomeação de um pároco, com a primeira missa acontecendo somente em 13 de junho de 1815, pelo vigário Padre Modesto Antônio Coelho Neto.
O ciclo do café começa na cidade em 1806, com a entrega da Sesmaria da Fartura para Antonio de Souza Carvalho. A partir de então são construídas as grandes fazendas cafeeiras, elevando a economia local. Em 10 de julho de 1832 a freguesia passa à condição de Vila e, em 1833, é realizada a primeira eleição para a Câmara Municipal. Em 1835, a Vila de Paraibuna já registrava cerca de 34 fazendas de cultivo de café e 87 sítios de culturas diversas.
Em represália ao apoio de políticos de Paraibuna à Revolução Liberal de 1842, somente em 30 de Abril de 1857, através da Lei n.º 595, o governador elevou Paraibuna a categoria de cidade. Em 30 de março de 1858, através da Lei n.º 16, foi elevada à Comarca.
Em1860 chega o cultivo do algodão, como ponto de equilíbrio às dificuldades que estas fazendas passavam. Mesmo assim, várias fazendas sucumbiram no tempo.
A partir de 1920, com a chegada dos mineiros, a economia mudou o perfil para produção de leite. Em 1960, chegou a ser um dos maiores produtores na década. A construção da represa Paraibuna/Paraitinga, a demanda da mão de obra e o alagamento das melhores terras, provocou novamente a decadência do meio rural, com a diminuição da produção leiteira e o êxodo dos moradores.



Volta ao passado

O final do ciclo do café na região do Vale do Paraíba teve Paraibuna como porta de saída. Durante um século a economia fervia nas ruas da cidade, com negócios da produção de café e até mesmo comércio de escravos.
Deste período ainda restam várias construções que demonstram a pujança daqueles tempos. Em cada rua da cidade podemos encontrar um traço da época, quer seja em um prédio, no chafariz ou na bica d´água.

Avenida Beira Rio - Local para passear e ver a bela paisagem do Rio Paraíba. Nos finais de semana, à noite, é o ponto de encontro da moçada.

Bica D' água - Antigamente denominado como Bica D'água, o nome da rua era na verdade 15 de novembro. Servia aos viajantes e aos moradores da cidade com a água que vinha do Fundão.
Em 1961, a Prefeitura desapropria a área e construiu a bica atual. Foi reformada em 2004, mantendo sua construção original e o dito popular: Quem bebe água da Bica, aqui fica!

Casario Colonial - Vários casarões, que antigamente eram as residências urbanas dos coronéis do café, ainda estão em pé. Na Praça da Matriz, dois são prédios comerciais, dois públicos (Câmara Municipal e Fundação Cultural) e quatro são residenciais. Na Praça Canuto do Val, um prédio residencial e na Rua Major Ubatubano outro como comercial. Todos construídos até o final do século XIX.

Igreja do Rosário - Teve suas obras iniciadas em julho de 1841, com a abertura dos alicerces, por iniciativa de Salvador Rodrigues de Sant'Anna, que foi protetor da mesma igreja até o ano de 1870. No período de 1843 a 1858, houve uma paralisação nas obras. Em 1858 o Cel. Marcelino José de Carvalho fez uma arrecadação de donativos entre poucas pessoas e continuou a construção.
Em agosto de 1871 foi cantada a primeira missa solene, sendo celebrante o então vigário Antônio Pires do Prado.
Em 1872, o Juiz Municipal, Dr. Antônio Cândido de Almeida e Silva, continuou a nobre tarefa de concluir o prédio, que se achava apenas em taipa e coberto. Com doações conseguiu terminar a obra.
Em 1928, numa reforma, foi suprimida a torre lateral e construída a torre central, como está atualmente. Nas décadas de 80 e 90, do século XX, uma reforma completa salvou o prédio do desmoronamento.

Igreja Matriz
A construção começou em 1872, em substituição a uma singela construção de pau-a-pique que existia no local. A inauguração aconteceu em 7 setembro de 1886 e a construção da torre foi iniciada em 1904 pelo Padre Francisco Felippo. Recebeu os sinos de Portugal e um relógio da Alemanha e foi inagurada em 1906.
A partir de 1954, reformas promoveram modificações no prédio e a mudança em sua originalidade. Nessa reforma, foram mantidos o presbitério e a pia batismal.
Após 1960, a parte interna do templo ganhou pinturas que contam a vida do padroeiro da cidade, uma verdadeira obra-prima do pintor Álvaro Pereira e seus filhos.

Morro do Cruzeiro
De frente para a cidade, é o local para fotos. Tem um cruzeiro e estátuas de Jesus e Nossa Senhora colocadas na década de 80. Procure ali ao lado uma residência onde há uma imagem natural de Nhá Chica, venerada em Baependi (MG).

Fundação Cultural
O prédio foi construído em 1878 por João Pereira de Souza Camargo, para abrigar uma fábrica de meias de algodão, matéria prima em abundância na época em Paraibuna. Foi residência da família, primeira sede da Associação Esportiva Paraibunense, Prefeitura Municipal e atualmente abriga a Fundação Cultural "Benedicto Siqueira e Silva".

Gruta N.S. Lourdes
Construída no começo do século XX, é feita em pedra e concreto. Abriga a imagem de Nossa Sra. de Lourdes. Fica no final da Rua Cel. Marcelino, com entrada por uma ladeira.

Prédio da Cadeia
Atualmente abriga as dependências da Prefeitura Municipal. Foi construído no início do século XX para ser a cadeia da cidade. Muito tempo depois, com as devidas reformas abrigou o "Fórum", na parte superior do prédio. Entre 1978 e 1980 foi feita a reforma da Antiga Cadeia e construído um anexo junto ao prédio. Aberto das 8h às 17h de segunda a sexta. Rua Humaita - Tel. (12) 3974-2080.

Santa Casa
O prédio da Santa Casa foi construído em 1901, para abrigar a Santa Casa de Misericórdia do Divino Espírito Santo. Foi reformada e ampliada várias vezes, mas guarda sua arquitetura original na fachada.

Parque do Fundão
O Parque Natural Municipal Dr. Rui Calazans de Araújo tem 67 hectares de floresta "Ombrófila Densa Montana", parte do que restou da Mata Atlântica. Conhecido como Fundão, fica próximo ao centro da cidade, incluindo terras também conhecidas como "Morro do Rocio''. Tem áreas abertas na parte baixa e trilhas que sobem pela floresta. Ficam alí as ruínas do primeiro sistema de abastecimento de água da cidade. Entrada pela Rua da Bica, somente com autorização e guias da Seção de Turismo.

Instituto Santo Antonio
No ano de 1915 foi criada a Associação Beneficente Santo Antônio, tendo como presidente o Sr. Oscar Thompson, cujo objetivo seria angariar fundos para a construção do externato, que começou a funcionar em 1923, com autorização da Diretoria Geral da Instrução Pública do Estado de São Paulo.
Depois virou internato, recebendo filhas dos moradores. Passa a funcionar com o Curso Ginasial, a partir de 1952.
Em 1963, o externato passou a chamar-se "Orfanato Santo Antônio". As irmãs mantém atualmente atendimento social, educacional e religião católica para crianças do município. O prédio conserva ainda sua arquitetura original projetada pelo arquiteto Ramos de Azevedo. Fica na Rua Major Soares (Largo do Rosário).


Portão do cemitério
O atual cemitério foi construído no final do século XIX, em substituição ao que havia no centro da cidade. A frase "NÓS QUE AQUI ESTAMOS POR VÓS ESPERAMOS", colocada no portão de entrada, pelo Juiz Antonio Cândido de Almeida e Silva, no final do século XIX, num primeiro momento espanta. Na verdade, o sentido é outro. O "VÓS" é a antiga forma para evocar Deus, e é a Ele que os mortos esperam. Mesmo assim, a frase tornou-se folclórica nacionalmente.
O cineasta Marcelo Masagão, que passava férias em Paraibuna, usou a frase como título de um documentário, onde evoca cenas de morte, encerrando o filme com imagens do local.
Pça Benedito Mário de Calazans.
Aberto das 8h às 17h.

Velhas fazendas da história
Passeando pelos campos e serras de Paraibuna ainda podemos encontrar belas fazendas preservadas. São construções com mais de cem anos, da época em que o café dominava a região. Muitas dessas fazendas sucumbiram com o tempo, mas as principais foram preservadas.
Algumas guardam ainda traços do ciclo leiteiro (1930 a 1970), quando o município produzia cerca de 60 mil litros de leite por dia. Hoje, as propriedades estão mais voltadas para o gado de corte e algumas dedicam-se à produção de horticultura e turismo rural.
Neste ambiente de raízes históricas, destaca-se ainda a opção do turismo de aventura, pelas estradinhas, cachoeiras, ribeirões e muita natureza. Para visitar as fazendas é necessário contato antes.
Fazenda Bom Retiro
Do século XIX, foi produtora de café e reformada por volta de 1990, conservando suas características originais. Fica na Estrada das Laranjeiras, km 2.
Fazenda São Pedro
Construída no século XIX, guarda ainda as características de fazenda produtora do café. Tem senzala, prédio conservado, terreiros, capela, aqueduto e até mini-usina hidroelétrica. Visitas somente agendadas. Fica na Estrada Paraibuna-Santa Branca, km 10. Tel. (12) 3974-0235.
Fazenda Boa Esperança
Construção datada de 1850, conservada na sua originalidade colonial. Tem dois terreiros de café e equipamentos antigos, como roda d'água, moinho de pedra e cozinha antiga com fogão a lenha. Estrada da Fartura, km 14 + 2km.
Fazenda Sta Rita
Construção em estilo colonial do começo do século XX, pertence a família Campos e pode ser observada da estrada. Entrada somente com permissão do morador. Estrada do Vale da Fartura, km 20.
Fazenda do Porto
O local tem 100 leitos em 10 suítes, cozinha com fogão à lenha, quadra de esportes, campo de futebol, lago e piscina. Trilhas pela mata e piscina natural.

O Vale de muita fartura
Em 1803, o então Governador de São Paulo, França e Horta, ordena à Câmara Municipal de Jacareí abrir e franquear "o caminho que segue pela Paraibuna para a Marinha... que seu terreno tem toda a disposição para ser hum das melhores estradas que atrevessarão a Cordilheira da Serra". Pedidos de sesmarias são atendidos, "na paragem chamada Ribeirão da Fartura". Mas algumas delas são vendidas logo.
Nesta época o Capitão Antonio de Souza Carvalho, morador em São Luís do Paraitinga, "onde vive de tropa que conduz carga", compra a Sesmaria da Fartura. As terras mediam 4.500 braças de testada (9,9 km) por 3.750 braças de sertão (8,2 km). Abrangiam o quadrilátero formado pela fazenda do Bairro do Salto, Sta Cruz, Fartura, indo até a Capela de N. Sra. do Remédio.
Deve ter se fixado na região em 1806, pois em 1 de junho de 1807, nasce seu filho Marcelino José de Carvalho. Em sua propriedade prevalece a policultura, mas com ênfase ao açúcar. Somente em 1810 a propriedade aparece no censo, demonstrando que produzia 1.500 alqueires de milho, 25 de feijão, 50 de arroz, tendo vendido 100 porcos cevados por 400$000 (Quatrocentos mil réis). Tinha ainda 31 trabalhadores escravos.
O Capitão Antonio de Souza Carvalho falece em 1825 e a fazenda aparece com 12 mil pés de café e produção de 900 arrobas de café (cada arroba é 14,675 kg). A viúva Maria Custódia de Carvalho e o filho Marcelino continuam o trabalho diminuindo a cultura do café e produzindo milho e cana-de-açúcar.
Em 1841 a Sesmaria da Fartura é dividida nas fazendas Fartura, no atual bairro do Porto, Fazenda Conceição, Fazenda Mato Dentro, Fazenda Capão (atual Boa Esperança) e Morro Azul, sendo entregues a filhos e genros.
Com a chegada do Cel. Eduardo José de Camargo, vindo de Taubaté, dois filhos casam-se com descendentes de Souza Carvalho. A família Camargo passa então a comandar várias fazendas do Vale da Fartura, o que permanece até hoje.
Em 1845 já contava com 60 proprietários e a produção de café em franco desenvolvimento. Com o declínio do café, por volta de 1860, passa a produzir algodão, porco e cana-de-açúcar, com engenhos de rapadura e cachaça. No final do século XIX com a decadência do café, a Fazenda Fartura é vendida para a família Porto, passando a ser conhecida como Fazenda do Porto. Atualmente o novo proprietário dividiu a propriedade e vai reconstruir a antiga fazenda, voltando ao nome de Fazenda Fartura.
No início do século 20, com a chegada dos mineiros, algumas propriedades começam a mudar, adotando a criação de gado para a produção de leite.
Durante o século XX, a região vai se dividindo em centenas de sítios, chácaras e fazendas. Descendentes de Souza Carvalho e Camargo, continuam no Vale da Fartura nas Fazendas Boa Esperança, Conceição, Sta Cruz, Grama e São João, com produção de gado de corte e reflorestamento.
Morro do Remédio - Um dos locais mais altos do município, com 1150 metros.
Em dias claros é possível vislumbrar o Vale da Fartura e cidades do Vale do Paraíba ao longe. Conta a lenda, que ali foram mortos vários escravos que fugiram de fazendas de Paraibuna. Por isso, o local tem uma capela em homenagem a Nossa Senhora dos Remédios, padroeira dos negros e também uma mina d'água, que seria o sangue dos negros mortos. Subindo um pouco fica o cruzeiro. A festa da santa acontece sempre dia 8 de setembro. Local para caminhada, passeios de jeep e mountain bike. Fica a 18 km da cidade, pela Estrada do Vale da Fartura. Entrada pelo Km 38 da Tamoios.

Verdes águas

Água. Muita água. É o que se pode ver em boa parte do município de Paraibuna. O responsável por isso foi o próprio homem, que a partir de 1960, resolveu mudar a natureza. Começou aí o represamento das águas dos Rios Paraitinga e Paraibuna, que formam o Paraíba do Sul.
Duas represas foram construídas totalmente em terra. Uma no Bairro da Barra, fechando completamente o Rio Paraitinga e outra no Bairro do Rio Claro, fechando parcialmente o Rio Paraibuna. Neste local foi construída também uma Usina Hidrelétrica e uma Unidade de Meio Ambiente, onde a CESP pesquisa plantas, aves e peixes nativos da região.
O lago que fez diminuir as enchentes do Vale do Paraíba, diminuiu a agropecuária do município e criou a alternativa do desenvolvimento turístico.
Aos poucos as terras se transformaram em chácaras de lazer e as águas estão sendo cada vez mais procuradas para provas aquáticas e diversão. Marinas e escolas de vela já se instalaram para atender a demanda de esportistas.
Para chegar ao lago, existem várias alternativas, podendo até fazer o desembarque de barcos (veja barcos).
Anualmente acontece na represa a Regata Cidade de Paraibuna, com a participação de velejadores de várias cidades do Brasil e torneios de pesca.
Duas balsas fazem a travessia do lago, ligando com o município de Natividade da Serra. Atualmente grandes loteamentos, com toda a infraestrutura, estão sendo criados, para um público seleto que busca paz e sossego.

Represa
Vários locais estão com acesso livre para a pesca de barranco. Os melhores são junto a ponte na Rodovia dos Tamoios, km 28, no trecho da represa de Santa Branca no Rio Paraíba e junto a cachoeira do Manduri (5km pela estrada de Redenção da Serra). Após a Balsa do Ribeirão Branco, tem acessos livres para pesca de barranco, mas cuidado para não invadir propriedades particulares. Na Rodovia dos Tamoios, km 57, tem local para pesca e aluguel de barcos.
Marina Tamoios - a primeira marina oficializada, com garagem coberta para barcos, píer para o lago e aluguel de lanchas. Tem chalés e suítes para aluguel e restaurante servindo pratos típicos e pratos a la carte. Fica na Estrada dos Macacos, km 2, com acesso pelo Km 50 da Rod. dos Tamoios. Tel. (12) 3974-1117.
Portal dos Peixes - Oferece pesca esportiva e venda, em lagos com diversos tipos de peixes. Tem lanchonete e restaurante com peixes. Fica no Bairro do Comércio (estrada da balsa da Varginha), com entrada pelo Km 45 da Rodovia dos Tamoios.
Pesqueiro do Moacir - Localizado à beira da represa, tem infraestrutura de atendimento ao pescador, com local e aluguel de barcos. Estrada Redenção da Serra, km 6 + 3km.
Pesqueiro do Jesse - Dois lagos com várias espécies de peixe. Mini-fazenda, trilhas, passeios a cavalo e comida caipira no fogão à lenha. Estrada dos Tamoios, km 51 - Tel. (12) 7813-5588/ID 96*4899.
Mandizeiro Pesca e Lazer - Área à beira do Rio Paraíba, com infraestrutura de estacionamento, equipamentos de pesca, locais para churrasco e piscina. Pesca livre no rio. Serve lanches, bebidas, isca de traíra sem espinho, lambari e tilápia. Tem chalés para aluguel. Fica na Estrada do Comércio, km 4, com entrada pelo Km 38 da Tamoios (Rancho Alegre). Tel. (12) 3974-0466.
Bem Bolado Pesca e Lazer - Local para pesca de barranco na represa, próximo à Balsa do Paraitinga. Com rampa para barcos, pedalinho, caiaque e quiosques. Tem criação de tilápias em tanque rede, atendendo compradores no local. Serve comida caseira e peixes frito nos finais de semana. Rod. dos Tamoios, km 45 + 5 km. Tel. (12) 3974-3537.
Escola de Vela - Atende os velejadores, oferecendo garagem para barcos e aulas de esportes náuticos nos finais de semana. Fica no km 7 da Estrada Paraibuna/Natividade, próxima à Balsa do Paraitinga. Entrada pela Tamoios, km 35.


Cidade Chão Caipira
Com tantas características típicas ainda vivas na cidade, Paraibuna assumiu de vez seu lado caipira. Há alguns anos o Conselho Municipal de Turismo adotou a marca "Paraibuna Chão Caipira", com o objetivo de fortalecer o turismo de tradições e costumes locais, que estão arraigados na população.
Atualmente quem visita a cidade pode apreciar, estudar e comprar os costumes típicos em forma de rodas de violas, grupos foclóricos e, principalmente, os sabores típicos feitos por tradicionais cozinheiras, com receitas dos tempos da vovó.
Viver Paraibuna é encontrar ainda o que há de mais autêntico na cultura regional do Vale do Paraíba. Tradições que não podem morrer, pois a valorização da essência dos costumes é um dos principais motivos para o fortalecimento de uma comunidade.
folia - Dentre as tradições folclóricas de Paraibuna, a Folia de Reis se destaca, como um trabalho de resgate da cultura. O costume estava se acabando aos poucos mas, há alguns anos, o violeiro Ronnie dos Santos resolveu pegar a empreitada, juntou alguns amigos músicos e fez a Folia sair todos os finais de ano, visitando os presépios.
SERESTA - Aos amantes da seresta, Paraibuna oferece este atrativo todos os meses. Desde 1995, um grupo de músicos realiza por conta própria a Serenata da Lua, sempre num sábado de lua cheia. O grupo, comandado pelo seresteiro Nilson, sai por volta de meia noite e pecorre as ruas da cidade, cantando antigos sucessos.
MOÇAMBIQUE - A dança de Moçambique, a Folia de Reis, Folia do Divino, Catira e Dança de São Gonçalo ainda estão vivas. Um grupo de pessoas da cidade vem resgatando e vivenciando esses costumes, principalmente nas festas populares do município. O violeiro Ronnie Silva comanda o grupo que tem o apoio da Fundação Cultural, onde realiza os ensaios.
INSTITUTO CHÃO CAIPIRA - É uma Oscip voltada para a pesquisa e preservação da cultura caipira . www.tvchaocaipira.com.br Rodovia dos Tamoios, km 35. Tels. (12) 9763-2815/97019602.

A arte e a cultura estão vivas
A Fundação Cultural "Benedicto Siqueira e Silva", criada em 1994, faz o trabalho de congregar, pesquisar e fortalecer a cultura do local.
Mantém grupo de teatro, música, Comissões Municipais Setoriais, oficinas, Batalhão de Moçambique, Folia de Reis, Pastorinhas e Arquivo Histórico, com documentos raros à disposição para pesquisa. A entidade conta com o apoio da Prefeitura Municipal e tem uma agenda cheia de atrações que pode ser apreciada por quem visita a cidade.A programação tem todos os meses; Sarau Cultural, Arrasta-pé, Serenata da lua, Domingueira da viola e Retreta com a Corporação São Benedito.
A cidade é rica em artesanato e trabalhos manuais de muitas senhoras. O principal local para compra dessas artes é a Casa do Artesão, mas nas festas os artistas sempre aparecem.
Pça Monsenhor Ernesto Almírio Arantes, 64. Tel. (12) 3974-0716.
Casa do Artesão - É o local de exposição e vendas de artesanato em madeira e bambu, artes manuais, bordados, crochês e pinturas da Associação dos Artesãos de Paraibuna. Cerca de trinta artistas mostram seus trabalhos neste local. Abre no horário comercial e domingos até 15h. Rua Cel. Camargo, 248 - Calçadão.
Artesanato do Barba - Faz pássaros, peixes, decorativos e placas em madeira. Rod. dos Tamoios, km 36. (12) 3974-3182.
Marçal - Trabalha com sucata, barro e outros materiais, fazendo figuras exóticas e motivos da cultura caipira. Rod. dos Tamoios, km 35,5. (12) 9715-9765.
Joel Artesão - Faz cestos, bolsas e decorativos em taboa e trabalhos com sementes. Bairro do Salto.
Dimas - Trabalho artesanal em madeira. Bairro do Itapeva.
Grupos e bandas:
Grupo Chão Caipira – Arrastapé – (12) 9783-3247 – Ronnie.
D´água Preta – Jazz Groove - (12) 8114-6923 – Rafael Ribeiro daguapreta.blogspot.com
The Snobs – Rock - (12) 81315928 – Fábio Dreux.
Thesnobsoficial.blogspot.com
Pró-Álcool – Rock - (12) 81476521 – Fábio Rocha.
pro.alcool@hotmail.com
Ilha 13 – Rock (12) 97567137 - Fábio Amar
Sistema 5 – Rock – (12) 97873212 – Dêmis Simed
Dirley – MPB – (12) 9731-2344 - Dirley
Nosthalgicos – Rock – (12) 39740530 - Matheus
Raique Luan – Reggae – (12) 9722-6563
Chorando em Semitom – Choro - (12) 81135980 - Márcio de Oliveira.
Ciah – MPB Regional – (12) 39740887 - Afonso Fortunato
San Petter – Rock - (12) 8825-5579 – Felipe .
Barreto e Barroso – Moda de Viola (12) 3974-0716.
Pioneiro e Palmeiral – Moda de Viola (12) 3974-0716
Grupo Amigos da Cantoria – Seresta (12) 3974-0716.
Batalhão de Moçambique – (12) 9783-3247.
Corporação Musical São Benedito - (12) 3974-0716 .
Banda executa clássicos e músicas populares.
Grupo de Pastorinhas – (12) 39740716. Apresenta-se as vésperas de natal, com músicas típicas de Pastorinhas.

Fogado é prato secular
Um dos pratos mais característicos da região do Vale do Paraíba é o afogado, mais conhecido como 'fogado'. Sua história remonta há mais de um século e, de acordo com antigos cozinheiros, fazendeiros e pesquisa em documentos, o fogado nasceu de forma muito simples.
Consta que os fazendeiros matavam as vacas mais velhas para fazer carne seca, cujo modo de preparo ajudava a conservar e amolecer a carne endurecida devido a idade dos animais. As pernas e mãos eram rejeitadas e aproveitadas pelos escravos e, posteriormente, empregados das fazendas.
Essas partes eram cortadas e colocadas em panelões, apenas com água e sal por uma noite inteira, para amolecer. Com certeza vem daí o nome "afogado" ou, popularmente, "fogado". O prato não tinha gordura, somente o mocotó e o tutano do osso, que lhe davam um sabor especial. O molho era a base de urucum, alho, cheiros verdes, alfavaca e hortelã pimenta. Essas duas últimas ervas, eram colocadas para ajudar na digestão, segundo tradições negras.
Tava pronto pra comer, mas com um jeito especial. Colocava-se a farinha de mandioca no prato, um pouco de caldo bem quente, fazendo no prato um pirão. Depois colocava a carne e o arroz. Por causa do pirão, o fogado tem que ser servido sempre quente.
Tradição em Paraibuna - Por cerca de 70 anos, até falecer em 1983, Manoel Stábile, o popular Manezinho, vendeu no Mercado Municipal de Paraibuna um fogado semelhante a esta receita. O toque pessoal de Manezinho era limpar os ossos e colocá-los no fundo da panela para não queimar a carne.
A partir de 1920/30, com o aumento dos rebanhos e a política, o prato se disseminou, mas também ganhou as misturas das carnes, descaracterizando sua originalidade. Depois, vieram as festas religiosas, durante as quais muitos bois eram preparados no estilo do 'fogado', mas com o acréscimo de batata, macarrão ou mandioca. Essa última variação ganhou o nome de "Vaca Atolada".

Sabor de Presidente
Quem trafegava pela Tamoios em direção ao Litoral Norte sempre encontrava o famoso lanche de linguiça, preparado na chapa a lenha. No início era mesmo pela necessidade pois não existiam as chapas modernas da atualidade.
Mas o tempo mostrou que tinha que ser a antiga maneira de fazer mesmo, pois só assim o lanche ganha um sabor especial devido a temperatura do fogo. Ficou provado que assim o suco do sabor não sai da carne sobre a chapa, e sim, incorpora ao lanche. Aos poucos a moda foi crescendo e atualmente tornou-se, digamos, um prato típico da Tamoios. Quase todos os bares e restaurantes têm a sua chapa a lenha à mostra, sob pena de perder os amantes deste sabor.
Um lanche cinquentinha
Na década de 50, a família Vieira e Silva se estabelece no segmento de bar e restaurante no centro da pequena Paraibuna (bar do cinema), pois era por este local que passava a antiga estrada São José-Caraguá, ainda em terra batida, utilizada por "ousados" turistas em busca de delícias do Litoral Norte.
Na década de 60, com o asfaltamento, os turistas passavam junto ao Rio Paraíba, que corta nossa cidade. Os Vieira e Silva foram para lá, abrindo o Restaurante do Miguel e, posteriormente, o Bar 2 Antônios.
Na década de 70, surge a atual Rodovia dos Tamoios, com novo traçado. Os Veira e Silva, já com 26 anos de bons serviços prestados à sua fiel clientela, foram atrás, construindo, em 1976, o Bar e Restaurante Fazendão.
Atualmente é administrado pela terceira geração da família e ainda tem um dos precursores desta saga, com 84 anos, em atividade pelas dependências do Fazendão, sempre preocupado com a qualidade do atendimento aos clientes. Na cidade pode-se encontrar a linguiça local feita artesanalmente ou mesmo as famosas Frimarchi, onde o destaque é a Lulinha, que ganhou esse nome devido à preferência do ex-Presidente, que sempre recebia a iguaria em Brasília.
 
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